22 de abr de 2013

Rockstar - Capítulo CXXXII


Depois de tanta emoção e em clima de carinho, um ajudou o outro a vestir-se e quando estavam prontos, seguiram até o camarim ao lado, onde o resto da banda esperava por eles. Lá, o silêncio reinava, todos concentrados para entrar no palco, agora sorriam ao ver  Clara aproximando-se pela primeira vez com seu figurino completo de "Rainha da Luz".

De lá, seguiram pelos corredores até a coxia, enquanto ouviam a plateia explodir em gritos, no momento em que as luzes se apagaram e uma gravação de um duelo entre a  guitarra de David Mersey e a voz de Jack Noble, em uma música feita especialmente por eles como introdução para o  show. Acompanhados por Peters, dois seguranças e Sarah, que usava seu tablet para mostrar tudo para Jo, o melhor amigo dela e de Clara, a banda Crossroads se preparava para começar sua primeira turnê, 30 anos depois do fim.

- Amor... está na hora... - Jack abraçou Clara e beijou-a, antes de seguir com seus amigos até o palco, sob o ruído ensurdecedor do público. - 1, 2, 3... 1, 2, 3, 4... - Paul Clarke contou e os primeiros acordes de "Rockin' Over" sairam dos alto falantes, enquanto as cortinas de veludo pesadas, que fechavam a boca do palco se abriam, dando passagem à uma avassaladora onda sonora.

Clara chorava em silêncio, seus olhos mergulhados no palco e seu coração na garganta, enquanto ela presenciava, de um dos cantos do palco, um dos maiores sonhos de sua vida transformando-se em realidade.

Sarah, sua amiga, preocupada com ela, desligou o tablet e segurou sua mão, que agora estava muito gelada. Ela também estava muito emocionada com aquela explosão de sons e luzes que acontecia sobre o palco. Clara agora chorava abertamente, o que motivou Michael Peters a mandar buscar Pablo no camarote da produção, para cuidar novamente de sua maquiagem.
Além disso, o empresário providenciou um banquinho para que ela se sentasse e mandou servir whisky para ela e para a amiga. Mick e Keith se juntaram ao grupo e sem qualquer preocupação com o que as pessoas pudessem dizer, ela abrigou-se entre os braços de Mick de onde passou a assistir ao show.

Jack olhava para eles do palco, preocupado com o estado emocional de Clara, ele aproveitou o intervalo entre uma música e outra e caminhou até a coxia para perguntar como ela estava e beijá-la, assim, mesmo com ela entre os braços de Mick, ele a beijava e repetia que a amava.

O show seguia em frente, deixando Clara mais e mais emocionada, com a chegada de Pablo, nos bastidores, Mick afastou-se um pouco para que ele pudesse retocar o estrago que suas lágrimas fizeram em  sua maquiagem.

Terminado o trabalho do maquiador, que foi rapidamente guiado de volta ao camarote, Mick voltou a aproximar-se com mais uma dose de whisky, durante o longo solo de teclado de Michael Silver, que no roteiro antecedia o bloco acústico e nas contas de Clara, faltavam apenas mais duas músicas para que ela fosse chamada ao palco.

- Meu amor... - Mick sussurrou no ouvido dela. - Respira fundo, você sabe que pode, você é minha estrela... minha e dele... - Ele a beijou, apenas alguns segundos antes de Jack começar a falar.

- Bem, nunca fiz segredo para ninguém neste mundo, que não queria a volta da Crossroads, porque para mim, a banda terminou quando meu irmão Richard Donovan nos deixou, em 1980. Mas a vida me surpreendeu e em um belo dia de verão, quando estava apresentando meu show solo em Nova York, um anjo apareceu e me deu uma nova razão para compor novas músicas e um novo significado para a minha relação com a banda. E sendo um anjo, ela não era só linda, como também tinha uma voz maravilhosa e eu tive que levá-la comigo ao estúdio, onde fizemos esta nova versão para a saga da Rainha da Luz... Senhoras e senhores, a minha "Rainha da Luz", Clara Noble...

Depois de respirar fundo ela deu alguns passos e caminhou até Jack, que pegou-a pela mão e sentou-a no banquinho ao lado do dele, depois de dar-lhe um selinho. - Boa noite, Londres... - ela disse no microfone. - Estou muito feliz de estar aqui, ao lado da melhor banda de rock que já existiu neste mundo...

O público, que já a aplaudia, reagiu gritando: "Crossroads! Crossroads! Crossroads!", as luzes da plateia se acenderam e a banda emocionada agradeceu os aplausos e assim que as luzes se apagaram, Clara abaixou a cabeça e fechou os olhos para concentrar-se na contagem de Paul Clarke.

- 1, 2, 3... 1, 2, 3, 4...

Ela e Jack cantaram "The Light" e foram muito aplaudidos, assim que a música terminou, Jack deu um beijo apaixonado nela e levou-a pela mão de volta à coxia, enquanto a plateia gritava: "Clara! Clara! Clara!".

Mick foi o primeiro a aproximar-se dela, que chorou em seus braços o restante da emoção que sentia. - Parabéns, meu amor... você estava linda! - ele sussurrou em seu ouvido.

Sarah aproximou-se dos dois, abraçou Clara e entregou o tablet ligado em suas mãos. - O Jo quer falar com você...

- Oi Jo... - ela disse tentando parar de chorar...

- Amooooooooooooooorrrrrrrrrrrrrrrr!!!!!!!!!!!! Que lindaaaaaaaaaaaa!!!!!!!!!!!!! Confesso que achei que você ia ficar com medo, tropeçar, errar a letra, mas você é uma estrela minha amiga... estou morrendo de orgulho de você!!!!!!!!!!!

- Obrigada querido... mas parece que um caminhão me atropelou... estou muito emocionada...

Mick aproximou-se novamente dela e deu mais um copo de whisky em suas mãos. - Pronto, agora calma, meu amor...

- Jo... vou desligar... quero ver o show... mais tarde nos falamos de novo, ok?

- Claro, amor... vai lá... vou estar por aqui... é só chamar...  beijos...

- Beijos, querido... - ela disse, desligando o tablet.

Keith, também pronto para entrar no palco, com Mick, caminhou até eles e beijou Clara no rosto: - Parabéns, Princesa! Foi lindo!

- Obrigada, Keith... estava tão emocionada que fiquei com medo de estragar tudo.

- Você estava linda naquele palco... - Keith sorriu. - Daqui a pouco somos nós, Princesa... olha lá...

- Esta tem sido uma noite cheia de emoções para a Crossroads e agora vamos dividir um presente com vocês... vou chamar aqui no palco dois grandes amigos que por acaso são dois grandes ícones do rock, para fazer uma pequena jam acústica aqui com a gente; Keith Richards e Mick Jagger...

Mais uma vez as paredes da Arena O2 quase vieram abaixo com a reação do público, enquanto Keith e Mick caminhavam até os banquinhos colocados para eles no centro do palco e cumprimentavam seus amigos da Crossroads. - Então, Londres... como vão? - Mick disse sorrindo para a plateia que gritava e se agitava. - Nada mal ter a Crossroads de volta, não?

- Então... vamos tocar uns blues? - David Mersey perguntou, avisando que tudo estava pronto para começarem... - 1, 2, 3... 1, 2, 3, 4...

Uma melodia blues doce e lenta começou a sair dos violões de Keith Richards e David Mersey e Clara profundamente concentrada no que acontecia no palco, entregava-se novamente à emoção. Os olhos já ficando inchados, ela tinha apenas Sarah agora para segurar sua mão e dizer que tudo estava bem, enquanto os dois homens que amava dividiam os versos e acordes de "Love in Vain" sob as luzes do palco.

E agora, ela só queria estar nos braços deles, imaginava-se descansando com eles sob o carvalho de seu quintal, enquanto o sol os banhava suavemente. Tinha lutado tanto até aquele instante com seus sentimentos e percebeu que aquela era uma batalha inútil tentando matar sentimentos que faziam com que mais uma vez seu coração voltasse a bater na garganta.

Entregando-se então à espada do inimigo, ela suspirou e soltou seu coração para que ele os amasse plenamente, desejando que aquele show terminasse logo para poder tê-los em seus braços... "Só mais um pouco... ", Clara repetia para si mesma.

"Crossroads", a velha canção que falava do pacto entre um músico e o diabo chegou ao fim. Keith e Mick agradeceram os aplausos e vieram para a coxia. - Foi lindo, querido... - Clara sussurrou no ouvido de Mick. - Eu te amo...

- Ah, querida... - Mick sorriu e agarrou-se a ela. - Também te amo... muito...

Mais uma música e Jack vinha na direção deles, suado, ele pegou a toalha que Clara segurava e usou-a para secar o rosto. Ela também entregou a ele uma camiseta que ele vestiu, deixando com ela a camisa enxarcada de suor, que tinha acabado de tirar.

O público não parava de chamar a banda de volta. David, Michael, Jack e Paul em estado de graça. Clara via pela primeira vez em sua vida David Mersey chorando, abraçado em Jack e em Michael, ele não conseguia mais segurar a emoção e sucumbia a ela.

Jack, aproximou-se de Clara novamente: - Querida, cadê o Mick?

- Ele foi atender o celular no camarim... Já volta...

- Vamos voltar, Jack? - David perguntou ao amigo.

- Vamos! Amor... já volto... - Jack disse beijando Clara. - Eu te amo...

- Eu te amo mais... - Clara respondeu sorrindo, ainda sentindo o coração gritar rebelado contra qualquer tentativa de controle.

Enquanto Jack voltava ao palco com seus amigos, Mick voltava a abraçá-la. - Era meu piloto, queria saber se amanhã cedo vou para Paris...

- Você vai?

- Não... vou para Nice no sábado, junto com todos vocês... não consigo mais ficar longe de você... me desculpa...

- Eu quero que fique... você e o Jack me fazem muito feliz... acho que preciso mesmo de vocês dois...

E depois de mais de duas horas no palco, a Crossroads voltava para os camarins em definitivo. Todos cansados, suados, mas em um estado de euforia, muito próximo do êxtase místico, eles aproveitaram as instalações confortáveis da Arena para tomar banho e preparar-se para a festa de pós-show, que logo aconteceria em um dos camarins já preparado para receber todos os convidados da banda.

Clara voltou ao seu próprio camarim, para onde levou sua amiga Sarah, enquanto Jack, seguiu seus amigos de volta ao camarim da banda. Mick trocou a camisa de seda que estava usando por uma camiseta da turnê da Crossroads e sentou-se ao lado de Sarah no sofá esperando Clara trocar o figurino do show pelo vestido de festa feito para ela por Jean Paul, depois recebeu a ajuda de Pablo para refazer a maquiagem e ajeitar os cabelos, depois de tirar sua coroa de "Rainha de Luz" da cabeça.

- Querida, as pessoas estão enlouquecidas aqui no Twitter. - Sarah disse quebrando o silêncio. - Olha, tem muita gente comentando o show... Que lindo... as pessoas amam muito a Crossroads...

- Eu sei...  eu também amo... - Clara sorriu com os olhos cheios d'água. - Desculpa Pablo, mas estou muito emocionada...

- E quem não está, meu amor... depois do que vocês fizeram naquele palco... estou tremendo até agora... Foi inesquecível, de verdade...

- O Pablo tem razão, querida... - Mick sorriu no sofá, enquanto postava comentários em seu twitter. - Há muito tempo não via nada tão emocionante.

- Onde está o senhor Noble? - Pablo perguntou, incomodado pelo fato de Mick estar novamente com ela no camarim.

- O Jack foi tomar um banho no  camarim dos rapazes... acho que vai demorar um pouco até ele descer das nuvens em que está agora e lembrar que eu existo... - Clara sorriu.

- Vai sim... - Mick riu do comentário dela. - Mas deixa ele... não tem sensação melhor do que essa... ela dura bastante, algumas horas depois do show, você continua com ela. Não tem nada igual no mundo... e eu sou viciado nessa sensação, sempre fui...

- Agora mesmo, ele me beijou na coxia, assim que saiu do palco, mas dava para perceber que ele não estava exatamente ali...

- Eu imagino... e vai demorar um bom tempo para ele voltar... - Mick sorriu. - Você também, não está sentindo?

- Não sei se é isso... agora, estou com uma vontade enorme de sair daqui e ir para algum lugar dançar até amanhã cedo? - Clara riu. - Se for isso...

- É... mas também pode ser uma sensação de inquietação... uma vontade de subir de novo no palco e passar o resto dos seus dias lá...

- O Jack me disse isso também, antes do show... que eu ía achar que o mundo fora do palco era sem graça e sem cor, assim que descesse de lá... mas não me sinto assim... estou só feliz, bem mais do que costumo me sentir...

- É... pode ser isso... então gostou da experiência, querida? - Mick levantou-se do sofá para pegar a garrafa de whisky na bancada e servir-se de mais uma dose. - Querem um whisky? Sarah? Pablo?

- Não obrigado... - Pablo sorriu.

- Amei... mas eu estou me sentindo um pouco desencaixada agora... sem condições de lidar com nada...

- É assim mesmo... sinto muito, mas é  provável que você não vai conseguir dormir nesta noite...

- Acho que não... - Clara riu. - Vamos sair para dançar? Até amanhã cedo, todos nós? Vamos, Sarah?

- Não posso, querida... ainda vou até a emissora falar com meu editor... é provável que eu também não durma tão cedo...  talvez ele ainda me faça gravar mais alguma coisa. Minha noite será mais longa do que a de vocês... - Sarah sorriu.

- Ah... que pena... você não vai ficar na festa?

- Só um pouquinho, o tempo de brindar com vocês,  meu editor de Nova York está de olho em mim, acabei de ser contratada, preciso mostrar serviço...

- Ah amiga... que pena... Mas você vem amanhã, não vem?

- Meu editor me quer de volta em Nova York... já tenho reserva para o voo da tarde de volta para casa, amanhã cedo, entrevisto o seu médico e de lá, já vou para o aeroporto... sinto muito, querida...

- Mas você volta para o Natal, não?

- Ainda não sei, querida... tudo vai depender da escala de serviço... ainda não saíram os plantões...

- Você e o Jo estão me matando... Quanto mais eu preciso de vocês comigo, menos vocês podem ficar... Mick, será que você pode me ajudar a convencer a Sarah a ficar aqui em Londres comigo...

- Sua amiga precisa de você, Sarah... - Mick aproximou-se charmosamente da amiga de Clara, tentando fingir-se de sério  - Minha missão aqui é fazê-la feliz... será que você não pode colaborar? Sabe que presido uma organização bem grande, posso arrumar uma vaga para você no meu setor de imprensa.... posso ser bastante generoso...

- Obrigada, Mick... eu também quero fazer a Clara feliz, mas este meu trabalho em Nova York é um sonho antigo...

- Por favor Mick... eu não gostaria que ela abrisse mão de um sonho para ficar presa em mim... mas obrigada assim mesmo, você está sendo muito doce comigo...

- É o mínimo que posso fazer, minha querida... - Mick sorriu olhando-a através do espelho. - Você sabe que quero te fazer feliz, não sabe?

Pablo continuava quieto, apenas observando a conversa, enquanto continuava ajeitando o cabelo e refazendo a maquiagem de Clara. Agora tinha certeza que o que tinha lido nos tablóides era verdade, mas sabia que não podia contar nada a ninguém, existia o contrato que Michael Peters o fez assinar com páginas e páginas descrevendo o que aconteceria com ele, caso abrisse a boca para alguém.  Teve até um pesadelo na noite em que assinou o contrato, sonhou com uma multidão de advogados, vestindos ternos elegantes e carregando pastas com documentos,  perseguindo-o pelas ruas, cobrando milhões dele e levando todo o dinheiro que ele tinha. 
Estaria quieto, mas na sua opinião,  tudo era um enorme desperdício, não demoraria muito para que todos soubessem que o chamado "casamento do ano"  já tinha acabado. Uma pena aquela  história de amor tão linda terminar daquele jeito. Era surpreendente que ela, com aquele rosto de anjo, traia o marido tão descaradamente.

- Pronto... a nossa estrela está pronta! - Pablo disse sorrindo depois de terminar a maquiagem. - Promete que não vai mais chorar?

- Ah, querido... juro que estou tentando... mas está muito difícil... eu já sou naturalmente chorona, imagina hoje... desculpa, não estou conseguindo me controlar...

- Poxa, Pablo... pobrezinha... deixa ela viver um pouco... - Mick sorriu, levantando-se do sofá e aproximando-se de Clara que já estava de pé. - Você está linda, meu amor...

- Obrigada, querido... - Clara disse abraçando-o - Queria poder dançar com você... - ela sussurrou no ouvido dele.

- Clara... desculpa... eu e o Pablo vamos agora para a festa... você vai para lá também, não vai? - Sarah interrompeu com medo de Pablo estar enxergando o mesmo que ela, dois amantes se agarrando, prestes a se beijarem.

- Vou sim... o Jack disse que vem me buscar depois do banho...

- Podem ir... eu fico aqui esperando com ela... - Mick disse, ainda agarrado em Clara.

- Pablo, você já guardou as minhas jóias?

- Sim... estão fechadas na mala... a chave está na bancada...

- Ok... obrigada Pablo... daqui a pouco nos vemos de novo...

- Beijos, querida... - ele disse saindo do camarim.

- Mick, me ajuda... preciso pegar meu colar... vou colocar aquele coração de diamantes que o Jack me deu...

- Para combinar com essa pulseira incrível que eu ainda não tinha visto? - Sarah perguntou sorrindo, depois de voltar para pegar sua bolsa.

- Linda, né? Ganhei do Jack, hoje, um pouco antes do show... eu o amo tanto...

- Deixa eu ver... - Sarah aproximou-se dela, enquanto Mick abria a mala fechada com chave.

- Qual das caixas?

- Essa média da esquerda... prende ele para mim... tenho medo de estragar minhas unhas.

Mick pegou a corrente com o coração de diamantes nas mãos e prendeu-a ao redor do pescoço de Clara, beijando-a apaixonadamente em seguida. - Eu te amo... muito... 

- Querido, não... a Sarah...

- Sarah, você se importa de nos deixar a sós por um momento?

- Não... - Sarah respondeu, abrindo a porta e saindo do camarim imediatamente.

- Então... onde paramos?  Ah... Já sei... - Mick disse agarrando-a novamente e beijando-a. Seu corpo agora empurrando-a contra a porta do camarim. Completamente envolvidos pelo que sentiam, os dois só desejavam estar juntos, mas aquele não era o momento, muitos convidados esperavam por eles.

- Ah, querido... não podemos... não hoje... - Clara empurrou Mick, com medo de que o que sentia agora por ele a fizesse cometer uma loucura, como transar com ele ali, de pé, atrás da porta.

- Queria poder te levar para o meu apartamento hoje... eu te quero tanto...

- Ah, meu amor... não quero deixar o Jack triste... ele me disse que não se importa, mas sei que ele fica muito decepcionado quando nos vê juntos...

- Está bem, meu amor... como você quiser... eu já disse que aceito todas as suas decisões... Eu te desejo, muito... eu preciso ter você...

- Não posso, meu amor... vem... vamos... todo mundo está lá fora, esperando por nós... vem... antes que eu perca a coragem...

Mick beijou-a novamente, estava enlouquecido de desejo e acariciava todo o corpo dela. - Eu sei que você quer...

- Mick... por favor... - ela sabia que precisava empurrá-lo, mas não tinha mais forças para isso. - Querido... não... por favor... não posso magoar o Jack...

Mick respirou fundo e afastou-se dela. - Me desculpa, mas isso me enlouquece... Olha só meu estado...

- Me perdoa... eu não posso... - Clara disse chorando. - Eu amo você, mas o Jack é meu marido...

- Por favor... vai para o outro camarim... me deixa um pouco aqui sozinho... - ele disse abrindo a porta para ela sair. - Por favor... já vou para lá...

- Me perdoa...

- Já perdoei, meu amor... - ele sorriu para ela.

Ela acariciou o rosto dele, frustrada por não poder ceder aos desejos que também eram dela.

Continua

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