31 de mar de 2013

Rockstar - Capítulo CXXVI


Não precisou andar muito, apenas abriu a porta de seu camarim, encontrou Jack vindo em sua direção. - Amor... - ele disse carinhosamente. - Como você está?

- Não muito bem, querido... preciso falar com você...

- O que foi, meu amor?

- Vem... - Clara puxou Jack pela mão para dentro de seu camarim. - Preciso de você, agora... - ela disse trancando a porta e beijando-o, os olhos lacrimejando ainda mais  do que antes.

- O que está acontecendo, meu amor...

- Eu quero você... - ela disse, em prantos. - Jack... vem... tem aquele sofá ali...

- Espera... me conta primeiro... - Jack pegou-a pela mão, sentou-se no sofá e pegou-a no colo. - Calma... por que você está chorando?

- Ah Jack... só me abraça... eu preciso de você...

- Ah, Menininha.... - Jack agarrou-se nela e beijou-a. - Me conta agora, o que está acontecendo...

- O Jo, meu amigo, me disse coisas horríveis e eu estou me sentindo muito mal...

- Vem aqui... - Jack segurou-a em seus braços. - estou aqui para você, meu amor... - ele sussurrou em seu ouvido. - Sou completamente seu...

Clara apenas chorou em seus braços, estava cansada, ansiosa e mais confusa do que nunca e agora tinha mais uma razão para admirar Jack, por querer escutá-la e acalmá-la, antes de simplesmente aproveitar-se de sua crise para tê-la mais uma vez.

- Amor... você já comeu alguma coisa?

- Não... não consigo comer, amor... estou muito nervosa agora...

- Mas afinal, o que esse cara disse?

- A verdade... eu estou apaixonada por dois homens e ficando mais e mais doente porque me sinto culpada...

- Não quero te ver assim... quer que eu chame o Mick para cuidar de você?

- Não... eu quero esquecê-lo... me ajuda a esquecê-lo... - Clara disse, abrindo a camisa de Jack e beijando seu peito. - por favor...

Jack reagiu prendendo o corpo de Clara sob o seu, abrindo suas roupas e acariciando-a com a ponta dos dedos. - Eu te amo... Menininha... sou seu... - ele sussurrava em seu ouvido, enquanto ela o ajudava a despir-se, ainda sem entender exatamente o porque daquele desejo súbito, ele tinha decidido entregar-se completamente a ele, pois vinha de encontro com seu próprio desejo de possuí-la mais uma vez.

Um pouco mais relaxada depois do sexo, ela levantou-se do sofá para beber água, enquanto Jack ajeitava-se novamente em suas roupas. - Você está bem, querida?

- Estou melhor, amor... o Jo me deixou tão nervosa, me desculpa...

- O que eu tenho para desculpar?

- Estou parecendo uma louca nestes últimos dias... não sou assim... nem eu estou encontrando uma lógica nas minhas atitudes ultimamente e sei que você também não...

- Vem aqui, minha querida... - Jack disse puxando-a para sentar-se em seu colo. - Eu te amo e estou do seu lado em qualquer decisão que você tome...

- Eu te amo, Jack... - ela disse agarrando-se a ele novamente e beijando-o com paixão. - Eu quero melhorar, por você, por nós dois...

- Você é perfeita como é e não precisa afastar-se do Mick, se não quiser...

- Mas eu quero... vou lutar contra o que eu sinto...

- Não precisa... fica em paz, minha vida... só você pode conseguir isso... eu quero te ver em paz...

- Você é a minha paz, meu amor... vou conseguir, querido... se você me apoiar, eu consigo...

Jack sorriu e abraçou-a com carinho. - Estou com fome, o que tem naquela mesa para comer?

- Nem sei... não comi nada até agora... fiquei tão nervosa, que perdi a fome...

- Você precisa comer... vou até a mesa fazer um prato para você... Olha amor... os nossos croissants de chocolate...

- Vou até aí... - ela sorriu e levantou-se do sofá. - Adoro esses croissants, eles me fazem lembrar de Paris...

- Não sei como está nossa agenda, mas vou falar com o Peters, pedir para ele um ou dois dias livres para que a gente possa namorar um pouquinho por lá... o que você acha?

- Maravilhoso, querido... Paris fica tão mais linda quando você está comigo... - ela suspirou.

- Ah, querida... eu nem ligava muito para aquela cidade até você aparecer... Agora só consigo pensar em te levar para lá... é tão bom te ver feliz... Quer um capuccino?

- Quero sim, amor... - Clara sorriu. - Hum... estão batendo na porta...

Clara foi até a porta do camarim e abriu, era o mesmo roadie de antes, com mais um carrinho cheio de flores que ele juntou às anteriores, no canto do camarim.

- Amor... quantas flores! Acho que oficialmente eu já posso começar a sentir ciúmes... - Jack sorriu, abraçando-a. - Vem, vamos olhar de quem são...

Os dois passaram a ler os cartõezinhos com mensagens carinhosas. - Acho que precisaremos de um caminhão para levarmos todas essas flores para casa, amor... - ele sorriu. - Olha essa que o Paul McCartney te mandou... é uma orquidea, não?

- É sim... linda... eu adoro o Paul, ele é sempre tão fofo comigo...

- Ele é um cara do bem, amor... pensando bem, acho que nunca o vi sendo rude com ninguém... e ele gosta muito de você...  O Mick não te mandou flores?

- Mandou... este buquê de rosas cor de lavanda, amor...

- Ah... está sem cartão?

- Não... o cartão está aqui no meu bolso... - ela disse puxando o cartãozinho e entregando-o nas mãos de Jack.

- Não precisa me mostrar... - ele sorriu.

- Sem segredos entre nós... - Clara sorriu, tirando o cartão do envelope e mostrando-o a Jack. - Olha...

- Bonito... você gostou do que ele escreveu?

- Gostei... ele sempre foi muito carinhoso comigo...

- Você ligou para ele?

- Não... não acho apropriado ligar hoje... a Gianna tem ciúmes...

- Você sabe que seu rosto se ilumina quando fala dele?

- Mesmo?

- Você ainda o ama muito... não precisa se afastar dele, sou seu e aceito o que você decidir... de verdade...

- Eu estou confusa, querido... mas já sei de algumas coisas, uma delas é que eu não consigo mais viver sem você...

- Eu te amo, Clara... - Jack sorriu. - Vamos dar um passeio por aí, ver como estão as coisas?

- Vamos, querido... - os dois saíram e trancaram a porta do camarim. Caminhando pelos corredores, os dois encontraram com Michael Silver que estava chegando à Arena naquele momento.

Continua


Nenhum comentário: