15 de fev de 2013

Rockstar - Capítulo CXV


Ela sabia que não deveria fazer isso, mas sua curiosidade era maior que o medo que sentiu quando ouviu o som do cavalo aproximando-se do campo, sem pensar, ela levantou-se e correu para mais perto da estrada, mesmo sabendo que seria melhor não ser vista.

Há muito tempo não o via, mas naquele instante, os dias cheios de sol de sua juventude voltavam em todas as suas cores gloriosas a sua memória mais uma vez, a vida entre os salões confortáveis do castelo, entre conversas, bordados e sobretudo, livros e música. Agora que seu árido cotidiano a tinha afastado da música para sempre, ela percebia novamente o quanto ela sentia sua falta.

Desejava muito vê-lo mais uma vez, mas preferia não ser vista por ele, não naquelas condições, com suas roupas manchadas pelas flores que colhia e seus cabelos desgrenhados, colados em sua fronte pelo suor. Se pudesse, ela desejava ser invisível, como um dia, para eles, já foram todos  que viviam fora dos muros do castelo.

Em suas cavalgadas de então, em "petit comite", rumo à vila, nada interessava, nem a paisagem, nem as pessoas que nela habitavam. Eram apenas manchas coloridas contrastando com o verde da natureza em seu caminho para as tantas alegrias da vila.

Mas  para seu azar, ele agora cavalgava mais lentamente, olhando intencionamente para o casebre em que ela e seu pai viviam, desde que  foram afastados do castelo.

Era claro que a  notou ali, no meio do campo, os cabelos ruivos e rebeldes, escapando de suas amarras e  voando ao vento, que também soprava suas roupas com força.

Sem perceber o que fazia, ele continuava cavalgando, seus olhos mergulhados naquela pequena figura delicada, no meio do tapete roxo vivo de lavandas.

Mergulhada em lembranças e também sem  perceber o que fazia, ela agora caminhava na direção da estrada. Montado em um maravilhoso cavalo negro, paramentado com toda a distinção que só era permitida a alguém de sua posição, ela finalmente pode vê-lo mais de perto. Era ainda muito jovem quando se foi, mas agora voltava um  homem feito, belo e altivo, a caminho do castelo de seu pai, de onde tinha partido para a guerra há alguns anos.
As pessoas da vila comentavam que ele estava vivendo em Versalhes, aproveitando-se dos luxos da corte e lá gastando uma boa parte da fortuna que herdou de sua família em todos os tipos de excessos. A julgar pela sua aparência impecável e pelo luxo de suas roupas, era óbvio que nunca tinha sequer pisado em um campo de batalha.

Altivo, ele, que nunca se abalava nem com a beleza, nem com os perigos que a paisagem podia  revelar, mas ficou  intrigado com a moça de longos cabelos ruivos e cacheados que olhava para ele de longe e parecia assustada, sabia que a conhecia, mas não conseguia lembrar-se exatamente de onde. Certamente voltaria a passar por lá daqui uns dias, mas agora necessitava de descanso.

A moça também precisava descansar, o trabalho no campo era pesado e o vento forte a atrapalhava, mas logo ela conseguia amarrar o pesado fardo de flores que logo se juntaria aos outros na carroça que levaria seu pai para negociá-las no mercado da vila.

- Clara... acorda... o que aconteceu? O que você está fazendo aqui fora? - Jack abraçou-a carinhosamente, pegando-a no colo e levando-a para dentro, enquanto Mick seguia atrás dos dois também muito preocupado.

Jack colocou-a na poltrona e pediu que Bradley trouxesse um cobertor, enquanto Mick colocava uma dose de conhaque para ela, em um copo. - Toma querida, bebe isso... vai te esquentar.

- Que loucura foi essa de ir lá fora sozinha? Bradley, traz logo esse cobertor... ela está gelada... fala comigo, amor...

- Calma, Jack... - ela disse trêmula em seus braços. - Eu não t-tive forças... muit-to frio...

- Calma, Jack... deixa ela se recuperar...

Bradley chegou com um cobertor de lã bem grosso e Jack embrulhou-a nele.  - Vou te levar para o hospital...

- N-não precisa... - ela disse, pegando a mão de Jack. - Estou me recuperando... Só me abraça...

- Você vai ficar bem, querida... quer mais conhaque?

- Não... já estou mais quente... obrigada Mick... - ela sorriu pegando a mão dele e beijando-a. - Me desculpem... vocês sabem que sou ansiosa, não consegui ficar aqui esperando... só queria estar com vocês... achei que era capaz, mas minhas pernas começaram a falhar e eu tive medo de morrer de frio....

Jack e Mick a abraçaram e ela ficou ali, quieta apenas sentindo-se envolvida pelo amor daqueles dois homens. - Obrigada, meus queridos... - ela beijou os dois no rosto. - Eu amo tanto vocês... - Clara deu um longo suspiro e segurou as mãos dos dois.  - Onde vocês estavam?

- Na garagem.. eu segui o Jack até lá e começamos a conversar... foi quando eu vi o seu mini cooper e ele o abriu para que eu o visse melhor... Desculpe, deveríamos ter voltado antes... não podemos deixá-la sozinha...

- Desculpa, amor... - Jack disse beijando-a na boca, praticamente um xeque-mate que tentava dar em Mick,  na  guerra silenciosa dos dois pela atenção de Clara. Era preciso deixar claro para seu competidor que ela pertencia a ele.

Ela percebeu o truque e sorriu, afastando-se um pouco deles, enquanto ajeitava-se sob a pesada manta de lã. - Posso pedir uma coisa para vocês?

- Claro, meu amor... você pode pedir o que quiser... - Jack disse acariciando seus cabelos. - Estou aqui para você...

- Eu também, querida... - Mick sorriu ao perceber que Jack, incomodado pela sua proximidade de Clara agora a puxava para mais perto de seu peito.

- Ok... eu quero meus parentes aqui em casa, eles vieram de longe para me ver e não é justo que vocês me afastem deles. Só vou precisar que vocês me ajudem a cuidar de tudo para que isso não vire um caos... vocês me ajudam?

- Pode contar comigo, meu amor... - Mick beijou-a na testa.

- Comigo também... me desculpe, não fiz por mal, apenas achei que você precisava de um pouco de tranquilidade para recuperar-se...

- Eu sei... eu amo você, Jack... muito... - ela sorriu acariciando o rosto do marido. - e amo você também, meu querido amigo... - ela acariciou o rosto de Mick. - Obrigada por me ajudarem e me entenderem... Vocês sabem onde meu celular está?

- Acho que na sua bolsa, lá em cima...  Vou buscar para você... - Jack sorriu, levantou-se rápido e correu na direção das escadas. Queria voltar logo, com medo de encontrar Clara agarrada em Mick, quando descesse.

- Seu marido está preocupado em nos deixar aqui sozinhos... - Mick sorriu um pouco sem graça com a pressa de Jack.

- Por favor, querido... vamos tentar deixá-lo seguro... - ela suspirou e tirou o cobertor de cima de seu corpo. - Já melhorei, não estou mais com frio... seu celular, eu  deixei ali, na mesinha...

- Quer chocolate? - Mick disse pegando a caixa de bombons junto com seu celular e colocando no colo dela. - Esse chocolate é tão bom...

- Pronto, querida... encontrei sua bolsa... - Jack disse no topo da escada, trazendo a bolsa em suas mãos, de olho no que estava acontecendo lá embaixo e sorrindo por encontrá-los comendo chocolates.

- Amor... agora senta aqui comigo e respira... não tinha tanta pressa, você foi até lá em cima como um furacão... vem aqui, vem... - ela deitou a cabeça de Jack em seu ombro. - Não vou te trair, o Mick é nosso amigo e está aqui para nos ajudar, está bem?

- Me perdoa... - Jack disse ainda com a respiração pesada. - Não era minha intenção, mas acho que fiquei com ciúmes de deixar vocês dois sozinhos aqui...

- Ih, amor... meu celular está mortinho, sem bateria... o carregador está aqui... coloca na parede para mim?

- Usa meu celular, querida... - Jack sorriu, tirando do bolso seu aparelho e levando o dela até a tomada no canto da sala. - Olha amor, já está ligado...

- Ok... Obrigada, Jack... Vou ligar para o Jonas, então... Oi, querido...

- Clara, é você? Achei que fosse o Jack, de novo... está tudo bem?

- Está... e com vocês?

- Estamos em uma pousada incrível, aqui, na cidade do Shakespeare, querida... você ía adorar... sua mãe e seu pai estão muito preocupados com você, mas o Jack me garantiu que você está bem e me pediu para mantê-los longe... tentei te ligar e não consegui... fiquei preocupado...

- Eu sei querido, me perdoa... eu estava sem condições, o Jack tomou a frente de tudo e fez as coisas sem me consultar... achou que eu precisava de descanso...

- E como você está se sentindo agora?

- Melhorei um pouco, mas estou me sentindo muito fraca, não consigo andar muito sem apoio... querido, estou com medo de não conseguir me recuperar desta vez...

- Você vai melhorar sim... imagina... sabe que olhei na internet e, esse médico que está te tratando, cuida da   família real... você está em ótimas mãos...

- Espero que sim, querido...

- O Mick ainda está aí com vocês?

- Sim... ele está me ajudando... por que?

- Porque seu pai anda nos dando um pouco de trabalho aqui... tem toda uma teoria de conspiração na cabeça dele e... bem... ele acha que seu marido e o Mick têm um caso e que por isso você está doente, porque seu marido está te obrigando a conviver com o amante dele...

- O que? Ah, mas meu pai é mesmo muito maluco... - ela riu.

- É, querida! Mas ele não está muito longe da verdade, não é?

- Não... mas nós três estamos em paz com isso... o Jack é meu marido e o Mick é nosso amigo... só isso... ele não é meu amante...

- Não é mais...

- É... ele foi meu amante por um momento, mas não é mais...  Bem, querido... então... vocês estão aí com o Khaled, certo?

- Sim...

- Converse com ele, quero vocês todos aqui na minha casa amanhã, sem demora e sem desculpas... o Jack e o Mick irão me ajudar a cuidar de vocês e pronto... todo mundo fica mais tranquilo...

- Mas nós vamos até Stonehenge amanhã, Clara... eu nunca estive em Stonehenge...

- Ah, Jonas... por favor...

- Sério, querida... todo mundo aqui está  aproveitando o passeio... então... para que vocês não tenham mais problemas, acho melhor seguirmos para Stonehenge e depois, voltamos para Londres... sem que ninguém saiba o que está acontecendo... entendeu?

- Está bem... obrigada por segurar essa situação toda, por ser meu amigo e por tudo o que tem feito por mim, meu querido...

- Ah, Clara... eu te amo, você sabe disso... você é minha melhor amiga nesse mundo...

- Ah, querido... eu te amo também... - Clara disse emocionada. - Muito obrigada, querido... nos vemos amanhã então... Um beijo! - Ela deu um longo suspiro depois de desligar o celular de Jack. - Queridos, eu pedi que eles voltem amanhã para Londres...

- Ótimo... está tudo bem com eles? - Jack perguntou preocupado.

- Está, querido... eles vão para Stonehenge amanhã e depois voltam para Londres... - Clara disse começando a chorar.

- O que foi, amor? - Jack pegou a mão dela, preocupado.

- Nada, querido... estou tão triste com essa situação... vocês dois, que têm tanta coisa para fazer, estão aqui presos ao meu redor... meus pais lá pensando uma porção de bobagens e eu aqui, me cansando só de ficar em  pé...

- Amor, vem aqui... - Jack pegou Clara no colo com muito carinho. - Mick, por acaso tem alguém te prendendo aqui, você está acorrentado ou coisa parecida?

- Claro que não... aliás vocês teriam é que me prender para fora se quisessem me manter longe...

- Eu também, estou aqui porque quero... eu te amo, não tem outro lugar no mundo em que eu queira estar...

- Mas...

- Mas nada, Menininha... - ele a puxou e deu um longo beijo apaixonado. - Eu te amo...

- Eu te amo, Jack... tanto...

- Desculpa, não quero interromper o namoro de vocês, mas a cozinheira pediu para perguntar quando ela deve servir o jantar...

- Tudo bem, querido... não tem problema... - Clara sorriu tentando compensar as caretas que Jack estava fazendo naquele instante. - Vocês querem jantar agora?

- Não estou com fome, amor... - Jack puxou-a e agarrou-a. - Mas você, Menininha, precisa comer... então podemos jantar já, não Mick?

- Podemos sim... vi lá na cozinha que você precisa tomar seus remédios, Clara...

- Ah, então vamos lá jantar...

Clara pediu para Jack apenas para acompanhá-la de perto e caminhou sozinha, com suas próprias pernas até a sala de jantar. Depois do susto, ela agora sentia-se melhor e queria testar sua própria capacidade.

O jantar dos três foi delicioso e divertido, com Mick e Jack ainda disputando sua atenção, mas agora, tentando fazê-la rir,  contando piadas e fazendo imitações. Logo após o jantar, Mick fez uma surpresa, sentou-se no piano e cantou e tocou algumas das músicas que tinha escrito para ela gravar, deixando-a mais  animada para recuperar-se logo.

Enquanto Mick cantava, Jack saiu da sala para conversar com David pelo telefone, o ensaio geral do show estava marcado para o dia seguinte e eles precisavam tomar decisões. Assim que desligou o telefone, Jack ligou para Jonas e pediu a ele para voltar só no final do dia, para que Clara tivesse a chance de ir ao ensaio sem ficar preocupada com a volta deles para Londres.

- Essa última que você tocou é a mais linda, querido... - Clara sorriu e caminhou até Mick. - Posso sentar aqui?

- Claro... vem... a letra está aqui no meu tablet... quer tentar cantar?

- Eu queria... será que eu posso?

- Tem certeza que não ficará cansada?

- Cantar nunca me cansou antes, querido... Canta de novo para eu acompanhar aqui com a letra:

"The love that I feel is so deep in my heart, now that I found you...

The tears that I've cried have dried on my face...

now that your light... is here... and it feels so good...

And my heart is so happy..."

A baladinha pop, deliciosa, fez o rosto de Clara iluminar-se novamente, como não se via há dias e também deu a ela mais uma boa razão para desejar melhorar, o quanto antes. De olhos fechados, ela cantou junto com Mick, sentindo-se mais e mais relaxada a cada nova repetição.

- Meu amor... você está cantando lindamente! - Jack disse, voltando para a sala, ainda preocupado por tê-la deixado tanto tempo sozinha com Mick. - Essa música é muito boa, Mick!

- Eu a fiz há algum tempo... mas nunca tive a chance de mostrá-la para  Clara... você gostou, querida?

- Eu amei! - Ela sorriu e beijou-o no rosto. - Obrigada, querido! Essa música é  linda...

- Obrigada, meu amor...

Jack não disse nada, mas pegou Clara pela mão e abraçou-a. - Meu amor... como você está se sentindo?

- Melhor, querido... muito melhor...

- Eu acabei de falar com o Dave e com o Jonas e quero convidar você e o Mick a ir amanhã conosco ao ensaio geral do show... o Peters vai mandar um motorista para nos pegar...

- Onde será? - Mick perguntou.

- Nos estúdios Shepperton...

- Não sei, acho que amanhã precisarei ir até meu escritório encaminhar algumas coisas... tenho feito tudo por telefone, internet, mas existem algumas pendencias que eu preciso resolver pessoalmente...

- Que pena... eu vou... e o Jonas?

- Liguei para ele e pedi que voltem só no final do dia. O ensaio começa às 11 da manhã e termina às 5. E quando voltarmos para casa, eles já estarão aqui, prontos para o jantar... agora, só resta conversar com a senhora Hammer e pedir um menu especial... o que você vai querer servir para eles, Menininha?

- Não sei... vocês me ajudam a escolher?

- Você vai cantar, querida?

- Vocês acham que eu consigo? Estou me sentindo tão feia... emagreci tanto que acho que meu figurino vai ficar enorme....

- Calma, amor... vamos fazer uma coisa? Você experimenta o figurino da estreia e se ele estiver mesmo grande, nós ligamos para o Jean Paul... ele já deve estar na cidade, para o show...


- Não sei, querido...

- Querida, você acabou de cantar tão bem comigo... no show, o Jack vai te buscar na coxia e depois te leva de volta... se o figurino estiver muito grande,  eu arrumo alguém para consertar com um telefonema, querida... conheço muita gente no ramo da moda... você sabe... 

- Não, Mick querido... teria que ser o Jean Paul mesmo...

- Vem... nós te ajudamos a subir, vamos experimentar as roupas lá no closet...

- Vocês acham que eu conseguirei subir no palco sem dar vexame?

- Claro que sim, meu amor... - Jack sorriu e beijou-a.

- Você está cantando lindamente, querida... afinada, doce... você é uma estrela... - Mick pegou sua mão e beijou-a.

Clara subiu a escadaria até seu quarto lentamenta para não se cansar e apoiada em Mick e em Jack. Os dois foram com ela até o closet, ajudaram-na a encontrar os vestidos prontos para o figurino do show e saíram do quarto para que ela vestisse aquele que pretendia usar na estreia.

- Queridos... - ela chamou da porta do quarto. - Olha... está muito feio...

- Vou ligar agora para o Jean Paul vir até aqui, amanhã cedo, antes de sairmos para o ensaio geral... - Jack disse, pegando seu celular. - Você quer cantar comigo na estreia, não quer?

- Quero, querido... - Clara sorriu. - Se você acha que eu posso...

- Você vai estar linda no palco, querida! - Mick aproximou-se puxando um pouco o vestido nas costas de Clara. - Olha... é só apertar um pouco aqui...

- Obrigada querido... - ela sorriu, um pouco embaraçada com o olhar venenoso que Jack lançava agora sobre Mick, que empolgado, parecia uma costureira experiente, prendendo com suas mãos uma porção do vestido.

- Olha, agora, querida...

Com Mick prendendo em sua mão tudo o que sobrava de seu vestido, ela olhou-se no espelho e gostou do que viu. Estava alguns quilos mais magra, não tinha muita certeza de quantos, porque há dias não tinha coragem de subir na balança, mas começou a imaginar-se pronta para o show, já com tudo ajustado, maquiada,  com seu cabelo arrumado e suas jóias. E voltou a empolgar-se com a ideia de cantar ao lado de sua banda favorita.

- Obrigada meus queridos... - ela disse puxando os dois para mais perto e agarrando-se neles. - Vocês estão sendo maravilhosos comigo... não vou perder a chance de cantar com a minha banda favorita nesse mundo... desculpa, Mick...

- Ah, querida... - Mick puxou-a e beijou-a no rosto, Jack, um pouco contrariado, tirou-a dos braços de Mick e deu-lhe um longo beijo apaixonado, que deixou-a um pouco tonta.

Quando recuperou-se do beijo, ela expulsou os dois do quarto e trocou-se de roupa novamente. Os dois a ajudaram nas escadas e logo eles estavam novamente na sala de visitas.

- Estava pensando... eu mesma vou ligar para o Jean Paul... acho melhor... - Clara disse caminhando até a tomada onde tinha deixado seu celular carregando. - Olha... já está carregado...

Ela ligou para Jean Paul que disse que já estava em Londres e que tinha tentado ligar para ela, mas que não tinha conseguido e combinaram de ele vir até a casa de Clara às 9 da manhã do dia seguinte.

- Então... Lady Noble... - Jack sorriu. - Não vou me acostumar nunca com isso...

- Vai sim, Jack... até eu tenho um... - Mick sorriu também. - Não dói nada...

- Sim... eu sei... então, vamos agora comer mais um lanchinho antes de ir dormir? Ninguém aqui está ficando mais jovem e a pior coisa para a nossa voz, minha cara, é ir dormir muito tarde... vamos, milady? - Jack fez uma mesura e estendeu-lhe a mão.

- Vamos... Sir Jagger, nos acompanha?

- Claro, milady... Sir Noble... - Mick também fez uma mesura para os dois e os três seguiram juntos até a cozinha onde Jack preparou mais um de seus purês com salsichas que foi devorado pelos três acompanhado de uma taça de vinho cada um.

Depois da pequena refeição, os três subiram para seus quartos e foram deitar-se. O dia seguinte deveria começar cedo e teria muito trabalho a ser realizado.

Continua

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