6 de dez de 2011

Rockstar - Capítulo LIV


- Bom dia, meu amor... - disse Jack ao perceber que Clara abria os olhos, ao seu lado.

- Bom dia, Jack. - sorriu Clara, beijando-o no rosto. - Já amanheceu...

- Já... Sonhei a noite toda com nós dois. Era inverno, nevava muito e nos aquecíamos sob um cobertor de pele, na nossa casa no topo da montanha.

- Ai, vida... que lindo! - riu Clara, acariciando o peito de Jack. - Eu te amo tanto... Vamos levantar?

- Vamos, querida. O David quer ir bem cedo para o estúdio hoje...

- E eu vou sair com minhas amigas para cuidar da decoração da nossa casa... Quero que fique tudo lindo... Como você...

- Hum... Estou louco para dividir aquela casa com você. - sorriu Jack. - Vou ligar para a fábrica de pianos daqui a pouco para encomendar um igual ao da casa da montanha...

- Vai ser lindo amor... - sorriu Clara. - Vamos levantar, nossos amigos estão nos esperando...

Os dois levantaram-se da cama, tomaram um banho rápido de chuveiro e vestiram-se; desceram as escadas e seguiram direto até a sala de vidro onde todos já tomavam café da manhã.

- Bom dia, pessoal... - disse Jack.

- Bom dia Velhão! - sorriu David. - E aí? Pronto para trabalhar?

- Sempre! - riu Jack. - O Paul já chegou?

- Ainda não. - respondeu Michael. - Ele disse que chegaria às 9.

- Bom dia Princesa! - disse David. - O Peters me ligou e disse que o pessoal da gravadora esté enlouquecido com a ideia do seu disco. Querem por tudo no papel o quanto antes...

- Mas não posso fazer isso, David. - sorriu Clara. - Não posso assinar sem antes saber como me sentirei no palco. E se eu for um horror ao vivo?

- Horror? Como? - riu Jack.

- Desculpa, querida, mas esta possibilidade não existe. - riu David. - Você tem talento e sabe que somos raposas velhas neste negócio; desde o primeiro momento em que a ouvimos, tivemos a certeza de que tínhamos uma estrela em nossas mãos.

- Ai David... queria tanto me sentir segura... a cada novo dia, penso que a estreia está se aproximando e sinto mais e mais medo de envergonhar vocês naquele palco.

- Meu amor... - disse Jack acariciando o rosto de Clara. - Você nasceu para ser uma estrela... não se preocupe... é isso o que você será... Logo, nós seremos apenas a sua banda de apoio...

- Ai Jack... - Clara suspirou. - Você é lindo!

- É isso mesmo, Princesa... - riu David. - O Velhão está certo... logo você vai mandar em todos nós, como já manda nele.

- Mas eu não mando nele... - riu Clara, pegando a mão de Jack.

- Manda sim... - riu Jack. - Sou todo seu, meu amor...

As brincadeiras seguiram até o momento em que todos ouviram o ronco do carro do baterista Paul Clarke aproximando-se da casa. Clara percebeu no mesmo instante a mudança, os sorrisos abertos, transformando-se em pressa.
Logo, David ergueu-se da mesa, deu um beijo na testa da esposa, despediu-se, pegou um muffin de chocolate e seguiu para o corredor de vidro, a caminho do estúdio. Michael foi atrás dele e Jack, antes de seguí-los, pegou Clara pela mão e depois de dar alguns passos na direção do corredor de vidro, sussurrou em seu ouvido: - Amor, não se preocupa, vamos falar melhor desse contrato. Não quero que você faça nada que não quer fazer... Eu te amo...

- Eu te amo, Jack. - respondeu ela beijando-o. - Eu confio em você... Sei que você é meu outro eu...

- Ai, minha vida! - disse Jack, agarrando-a sob os gritinhos de Cindy e Jennifer ainda na mesa.

- Tchau amor.. nos vemos na cidade, mais tarde. - disse Jack sorrindo.

- Vai querido, senão aqueles caras vão te alugar, lá embaixo... - riu Clara.

Clara ficou parada olhando-o afastar-se pelo corredor. Seu coração um pouco pesado, porque passariam aquele dia separados, já sentia falta de seus braços ao seu redor, quando ele finalmente passou pela porta.

Ela então caminhou de volta à mesa do café da manhã, onde suas amigas a esperavam, sorrindo. Sentou-se e deu um longo suspiro.

- Então, querida... - sorriu Cindy. - Pronta para as compras?

- Já fico... - sorriu Clara. - Queria tanto que ele viesse conosco... Meu Deus! Já estou sentindo a falta dele...

Cindy e Jennifer riram do segundo suspiro apaixonado que veio depois desta frase.

- Querida, tenho muitas coisas para te contar... - disse Jennifer. - muitas mesmo, mas só poderei falar quando estivermos a caminho.

- Você vai ficar chocada, querida. - disse Cindy. - Mas acho que não podemos falar sobre isso aqui... Vocês estão prontas para sair?

- Sim, vou só colocar um batonzinho, pegar minha bolsa e já vamos... - disse Clara, erguendo-se e caminhando na direção do quarto. - Melhor pegar uma jaqueta também, lá fora está com cara de frio hoje...

Cada uma das três amigas terminou de preparar-se e em uma questão de mais alguns minutos, já estavam reunidas no jeep de David, a caminho de Londres, na estrada, cercadas por carros de todos os lados, presas no sempre congestionado caminho entre o aeroporto e a cidade.

- Bem, agora que não há chance de ninguém nos ouvir, conta para ela, Jenni. Quero saber o que ela acha... - disse Cindy inesperadamente. - Quero que você conte...

- Vou contar. - disse Jennifer em um tom de voz que mostrava que tinha uma grande revelação a fazer. - Clara, acho que você vai me odiar depois que eu te disser...

- Vai Jenni, não enrola... - disse Cindy aflita.

- Eu passei a noite com o Mick Jagger. - disse Jennifer. - Por isso fiquei mais um dia em Paris...

- Meu Deus! - disse Clara. - O Michael sabe disso?

- Claro que não! E nem pode saber...

- Conta tudo, Jenni... - disse Cindy.

- Bom, no final da tarde, eu desci para andar um pouco, estava nervosa, tinha acabado de discutir com o Mike pelo telefone e resolvi andar um pouco para tentar me acalmar. Sai pela porta e assim que levantei a cabeça, vi o Mick Jagger aproximando-se pela calçada e sorrindo para mim.

- O que ele estava fazendo lá? - perguntou Clara aflita.

- Ele me disse que tinha ido dar uma olhada no apartamento dele, que já estava terminando a reforma e estava indo até o café para beber alguma coisa antes de ir para o aeroporto, pegar o jatinho de volta para Nice. Então ele me convidou para acompanhá-lo e eu disse para ele que seria mais tranquilo se fossemos conversar no meu apartamento.

- E vocês foram?

- Sim... - disse Jennifer. - Meus empregados estavam todos de folga e nós dois subimos. Sentamos na sala de estar, eu perguntei o que ele gostaria de beber e ele me disse que queria uísque. Servi dois copos e começamos a conversar... Primeiro bobagens sobre o apartamento dele, o tempo e depois começaram as perguntas...

- Perguntas? - disse Clara.

- Queria saber sobre você e sem perceber começou a fazer um verdadeiro interrogatório; como está o casamento, como o Jack te trata, se eu sabia se você estava feliz de verdade, se era fiel ao seu marido, se você falava sobre ele...

- E você disse o que? - disse Clara assustada.

- Que nunca tinha visto um casamento mais perfeito na minha vida. Que você e o Jack não se largavam e que os dois sofriam cada vez que se separavam, nem que fosse por poucas horas...

- E ele? - perguntou Clara. - O que ele respondeu?

- Ele ficou triste... - disse Jennifer. - Disse que gostaria muito de aproximar-se mais de você porque não conseguia pensar em outra coisa ultimamente... que estava muito apaixonado, mas que sabia que você não podia corresponder ao que ele sentia por causa do Jack. Que era a primeira vez em sua vida que não sabia o que fazer sobre o que sentia, mas que sabia que não deveria insistir... E aí, eu notei que ele estava chorando...

- Chorando? - Clara engoliu seco, cada vez mais aflita com o que a amiga contava.

- Eu peguei a mão dele, para tentar consolá-lo. - disse Jennifer. - Ele me abraçou e quando eu percebi, estávamos nos beijando e acabamos transando no sofá. Naquele momento, eu já tinha desistido de voltar para Londres naquele dia e ele de ir para Nice e eu aqueci um jantar para nós, na cozinha, e passamos a noite juntos.

- E vocês estão juntos agora? - perguntou Clara. - Você vai deixar o Mike para ficar com ele?

- Não querida! - riu Jennifer. - Foi só uma coisa que aconteceu e não deve acontecer mais... Foi uma noite linda, ele é tudo o que eu esperava e muito mais. Carinhoso, gentil, um querido...

- Que loucura! - disse Clara. - Por esta eu não esperava...

- Ninguém esperava, Clara... - disse Cindy. - Mas aconteceu...

- Me desculpa, Clara. - disse Jennifer. - Mas preciso te dizer que apesar de tudo o que aconteceu, o Mick disse que te ama muito...

- Como me ama? - disse Clara. - Eu sou casada, amo o Jack e não tenho nada para oferecer a ele... Será que ele não entende isso?

- Ele entende, Clara... - disse Jennifer. - Ele me disse que queria ter te conhecido antes, que teve muito azar porque sabia que agora não tinha nenhuma chance, mas que estaria sempre por perto, que cuidaria da sua felicidade e seria seu amigo...

- Sério, que ele disse isso? - perguntou Clara. - Ele não pode pensar assim...

- Por que não, Clara? - perguntou Cindy. - Ele quer te conquistar de outro jeito, sabe que você gosta do Jack e ao menos quer estar perto, nem que seja como amigo...

- Mas isto não é justo, nem comigo, nem com ele... Estou preocupada agora... será que não era melhor ele arrumar outra pessoa?

- Ele vai, querida... - disse Jennifer. - Ele pode sair com outras pessoas, mas acho que ainda vai demorar algum tempo para esquecer o que sente por você.

- E o que eu faço? - disse Clara. - O que vocês acham que eu devo fazer sobre isso?

- Nada, querida! - disse Cindy. - Cuida de você, cuida do Jack e continua com sua vida... O Mick é uma pessoa bacana, pelo que eu entendi, ele não vai interferir...

- Não vai... - disse Jennifer. - Ele me disse isso, não quer estragar sua felicidade com o Jack, mas gostaria que você fosse amiga dele, que vocês pudessem estar mais tempo juntos...

- Mas tenho medo disso. - respondeu Clara. - Tenho medo de me envolver com o Mick e perder o Jack... Vocês não sabem o quanto ele fica chateado quando o Mick se aproxima de mim. É de cortar o coração...

- Nós sabemos disso, Clara. - disse Jennifer. - Fica tranquila, querida. Ele também sabe que o Jack é ciumento e disse que tomará cuidado... Não se preocupe, não contei isso para você porque ele me pediu, na verdade ele nunca me pediu nada, só contei porque achei que você deveria saber...

- E o Mike? - perguntou Clara. - Você não vai contar o que aconteceu para ele, vai?

- De jeito nenhum... - sorriu Jennifer. - O que o Mike não sabe, não pode ferí-lo... embora eu saiba de muita coisa que ele andou aprontando por aí, é melhor assim...

- Bem, queridas, estamos chegando finalmente! - sorriu Cindy. - Não tem ninguém em meu escritório hoje, mas por via das dúvidas, não comentamos nada disso por lá porque se alguém ouvir...

- Claro! - sorriu Jennifer. - Você ainda tem aquela linda garrafa de uisque por lá, não amiga?

- Sempre! - respondeu Cindy. - Sabe que normalmente eu diria que é muito cedo para ela, mas acho que nós três precisamos de um gole, agora...

Clara não disse nada, mas concordava plenamente com elas. Queria beber alguma coisa para ver se aquela sensação de falta de chão sob seus pés passava. Tentava não pensar muito sobre aquilo, sobre o que sentia diante de tudo o que tinha ouvido. Estava muito confusa e tentava esquecer o fato de que tudo tinha começado porque Mick estava desabafando o que sentia por ela, com uma de suas melhores amigas.

O escritório de Cindy estava mesmo vazio, mas a pedido de Clara, que não queria pensar naquela história, o assunto voltou a ser a decoração de sua casa. Cindy mostrou novamente cada um dos projetos e fotos dos móveis que já estavam comprados e seriam entregues até o final de semana, mas Clara não estava mais lá, ficava repassando em sua cabeça cada uma de suas conversas com Mick, queria saber se em algum momento havia incentivado aquele interesse dele, porque sentia-se culpada por tudo que estava acontecendo.

- O que você acha, Clara? - perguntou Cindy sobre um aparador do século XIX, que Cindy queria arrematar em um site de leilões para colocar na sala de estar da nova casa.

- Desculpa, Cindy. - disse Clara bebendo mais um gole de uísque. - Não entendi sua pergunta.

- Este aparador? - sorriu Cindy. - Você gosta dele?

- É lindo! Você vai dar um lance? - perguntou Clara.

- Vou! Aumentei substancialmente a oferta e acho que o conseguimos... - disse Cindy.

- Ótimo Cindy! Agradeço muito por estar me ajudando. - disse Clara. - Me desculpa se pareço fora deste mundo, ainda tem muita coisa que preciso digerir...

- Claro, amiga! - sorriu Cindy. - Eu e a Jenni te entendemos perfeitamente. Você tem muito agora nas suas mãos para pensar e nós duas estamos aqui para te ajudar. Acho que você deveria vir conosco para a casa do Mick, no final de semana e dar um jeito de conversar com ele...

- Eu quero fazer isso. - respondeu Clara. - Mas tenho muito medo, não quero magoar ninguém, mas também não posso corresponder aos sentimentos dele por mim. Não é justo, não está certo... Nunca vivi nada parecido com isso na minha vida e não tenho a mínima ideia do que fazer. Me sinto responsável sim, por tudo o que está acontecendo e tenho a intenção de conversar com ele o mais rápido possível.

- Clara, você não é responsável por nada disso... - disse Jennifer. - Não se culpe nem por um segundo, tudo o que aconteceu até agora, aconteceu com pessoas adultas que sabem muito bem o que fazem da vida delas. Se ele se apaixonou por você, mesmo com você dizendo claramente para ele que amava seu marido, problema dele...
Quanto a mim, há muito tempo eu desejava ficar com ele. Aconteceu, não me arrependo... foi um dos momentos mais lindos da minha vida.

- Eu tive uma ideia... - disse Cindy repentinamente. - Por que você não liga para o Mick? Descobre onde ele está e vai encontrá-lo? Vocês conversam e tudo fica mais tranquilo.

- Quer que eu ligue? - perguntou Jennifer. - Se ele estiver em Londres, podemos almoçar juntos... Se ele estiver em Paris ainda, ele pode vir para cá...

- Não, Jenni. Acho que seria embaraçoso... ele não vai ficar nada a vontade de saber que todas nós sabemos o que aconteceu em Paris e queremos falar com ele sobre isso... Talvez seja melhor deixar para o final de semana... não sei... estou me sentindo tão confusa... Me perdoem, ainda não sei direito o que fazer.

- Vou ligar para ele, quem sabe vocês conversam pelo telefone e tudo fica mais calmo? - disse Jennifer pegando o celular. - Oi Mick... tudo bem com você? Onde você está? Em Londres? Hum... Vem para cá então, a Clara quer falar com você. No escritório da Cindy, na Kensington Gardens... Ok! Tchau... Ele está vindo para cá...

- Meu Deus! - disse Clara, com as mãos tremendo. - Mas acho que tem que ser assim, preciso conversar com ele...

- Eu e a Cindy vamos até o Starbucks, ali na esquina para que vocês tenham privacidade. - disse Jennifer.

- Eu não sei se quero ficar sozinha com ele. - respondeu Clara. - Eu sei que preciso, mas não sei se quero... Ele vai demorar?

- Não... - disse Jennifer. - Ele me disse que está em casa e que vinha direto para cá...

- Onde ele mora? - perguntou Clara.

- Ele mora a uns 10 minutos a pé daqui, no antigo prédio do David. - disse Cindy. - Quer mais uma dose de uísque, Clara?

- Não. Preciso estar muito sóbria para esta conversa. Não posso perder minha concentração no que preciso dizer a ele...

- E o que você vai dizer? - perguntou Jennifer.

- Vou dizer que sei o que ele está passando, mas não posso dar a ele qualquer esperança neste sentimento. E também que estou a sua disposição, se ele precisar de uma amiga para desabafar, estarei sempre pronta para ouví-lo.

- Não sei, querida... - disse Cindy. - Cuidado com isso, será que dá para confiar nele, aqui sozinho com você...

- Acho que dá, Cindy... - respondeu Jennifer. - Ele é um cavalheiro, além disso não vai querer espantar a Clara para longe...

- Também acho, Jenni. - sorriu Clara.

Alguns minutos depois o celular de Jennifer tocou anunciando a chegada de Jagger e Clara tentava respirar fundo, tentava acalmar-se porque não queria que ele percebesse que suas mãos agora tremiam.

- Bom dia, caras senhoras... - disse ele tirando o belo chapéu panamá e os óculos escuros que usava e curvando-se em mais um de seus gestos teatrais. - Então, devo entender que a querida senhora Silver narrou a vocês os acontecimentos recentes em Paris que nos envolveram...

- Desculpa minha indiscrição, querido. - disse Jennifer. - Mas somos muito próximas e não escondemos nada...

- Não tem problema, querida. - disse Jagger beijando a mão de Jennifer. - Nos divertimos muito naquele dia e sei que nosso segredo ficará bem guardado aqui...

- Não se preocupem quanto a isso. - disse Cindy. - Eu e Clara jamais diriamos nada a ninguém... não queremos magoar nossos amigos.

- Isso mesmo... - sorriu Clara. - O segredo de vocês está em mãos seguras...

- Querida senhora Noble, obrigado. - disse Mick, pegando as mãos de Clara e beijando-as.

- Bem, queridos, estamos na Starbucks, na próxima esquina. - disse Cindy. - Vocês precisam conversar, mas se precisarem de nós, estamos com nossos celulares, esperando por lá, ok?

- Obrigada! - sorriu Clara, acompanhando o movimento das amigas enquanto pegava novamente as mãos de Mick. - Bom, estou aqui para te ouvir, meu amigo...

- Querida... - disse Mick, acariciando os cabelos de Clara. - Não sei se posso passar novamente por aquilo... Mas cada palavra que disse é real e saiu do meu coração. Você tem todo o direito do mundo de estar preocupada sobre isso, mas como disse para a Jenni, não tenho intenção de fazer nada a não ser estar perto de você e ser seu amigo.

Clara abraçou Mick e os dois ficaram agarrados no meio do escritório de Cindy. Os olhos de Clara agora lacrimejavam alheios à sua vontade.

- Me desculpa, Mick. - disse Clara, ainda abraçada a ele. - Mas continuo não podendo retribuir esse sentimento. Não quero te machucar, me sinto muito culpada...

- Não, meu amor, não se sinta... - disse Mick, acariciando o rosto de Clara e secando suas lágrimas. - Por favor, eu me coloquei nesta situação, eu posso sair dela...

- Eu estou aqui para você. - disse Clara, beijando o rosto dele.

Lentamente, o envolvimento entre os dois crescia e Mick, de uma forma completamente inesperada, começou a beijá-la...

- Mick... - Clara disse, rolando na cama e abrindo os olhos.

Continua

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