11 de nov de 2011

Rockstar - Capítulo XXXVII


Os dois levantaram-se e vestiram-se. Tinham pressa para conversar com David.

Ainda era muito cedo, os empregados não tinham chegado a casa e seus convidados estavam dormindo.

Prepararam um café da manhã esperando que David acordasse, fizeram panquecas e caldas e encheram a mesa de queijos e frutas.

- Bom dia, acordaram cedo hoje, não? - disse David chegando à sala de jantar. - Nossa, princesa, o que aconteceu? Está com os olhos inchados, parece que chorou a noite toda.

- O Jack também, amor. - disse Cindy. - O que aconteceu, vocês brigaram?

- Não! Sentem-se por favor, vou contar para vocês tudo o que aconteceu. - disse Clara. - Agora nós já sabemos de tudo.

E contaram aos amigos como Jack havia sonhado com o detalhe que faltava para explicar toda a tragédia da vida anterior dos dois.

- Já ouvi dizer que isso é possível, como tentamos fazer a regressão ontem, o teu inconsciente empurrou as imagens que guardava para o sonho! Muito bem, Velhão! Mas que história triste! Vocês têm toda a razão do mundo para serem recompensados nesta vida. - disse David com lágrimas nos olhos. - Velhão, princesa... admiro muito esse pacto de amor eterno de vocês. Depois disso tudo era mesmo preciso que a vida desse uma chance para vocês.

Cindy levantou-se da cadeira, pegou as mãos dos dois e ficou segurando, enquanto chorava. - Que triste, mas agora vocês vão ser felizes, por favor, depois disso tudo vocês precisam ser felizes.

- Nós somos! - disse Clara abraçando Jack e seus amigos. - Esse passado triste ficou para trás e só vamos olhar para frente agora.

Depois de tudo, os quatro amigos tomaram seu café da manhã em silêncio, mas logo Clara propôs que fizessem uma caminhada até a fonte e a beleza da natureza serviu para espantar a tristeza para longe.

David teve a ideia de incluir no disco uma nova versão para a música "The Light", com Clara fazendo a "Rainha da Luz". Ela teve medo de aceitar inicialmente, mas resolveu que faria qualquer coisa para fazer Jack feliz.

Então eles combinaram que ensaiariam pelos próximos dias, até deixá-la em forma para a gravação.

Clara também retomou o livro que estava escrevendo sobre Jack, agora com muito mais autoconfiança ela conseguiu retomar o primeiro capítulo contando tudo o que tinha acontecido naqueles poucos dias que tinham mudado para sempre a vida dos dois.

Depois de terminar, exatamente no momento em que Jack entrava nos estúdios Abbey Road, pronto para gravar o disco do retorno, Clara leu e releu o texto. Cortou alguns parágrafos, corrigiu alguns erros, foi até o escritório de Lambert e pediu que ele imprimisse suas 46 páginas.

Grampeou as folhas e levou-as para Jack, que estava sentado na piscina conversando com David e Cindy.

- Perfeito! Era exatamente isso que eu queria! - disse Jack depois de ler o capítulo. - Pode mandar para o Michael que ele já está aflito.

- David, olha só isso aqui. - disse entregando as folhas ao amigo. - Cindy vem ler, veja o que você acha.

- Maravilhoso princesa! - disse David. - O editor vai adorar!

- Muito bom! Estou agora ansiosa para ler o resto. Parabéns, Clara! - disse Cindy.

- Estou quase explodindo de orgulho da minha Menininha. - disse Jack, beijando-a.

- Agora eu quero ir para a sua cidade, ver o seu passado, para continuar o livro.

- Vamos amanhã? Vamos lá para Stourbridge, David? Cindy?

- Vamos! Se não for atrapalhar vocês? - respondeu David.

- Não atrapalha. - respondeu Clara. - vamos andar um pouco pela cidade, ver os lugares que têm algum significado na vida do Jack, talvez falar com algumas pessoas que fizeram parte da infância dele e voltamos para casa para que eu possa começar a escrever. Mesmo porque a Jane já me contou uma porção de coisas que eu usarei no livro.

- Bem, queridos, vou enviar os arquivos para o Michael. Finalmente vou usar aquele telefone para chamar o courier.

- O Lambert pode fazer isso por você, querida. Ele pode mandar por e-mail.

- Mas ele queria que eu mandasse por courier, me deu até um pendrive naquela reunião em Nova York, lembra?

- Claro que eu lembro. Mas pode mandar por e-mail que ele se vira. O pendrive foi sugestão minha, quando ele delirava sobre as coisas que faria para te testar, inventei essa história de que não era confiável mandar tudo por e-mail, desculpa amor...

Clara sorriu, balançou a cabeça e foi novamente ao escritório de Lambert para pedir-lhe que mandasse o primeiro capítulo do livro para Michael.

Depois, pediu para Lambert que a deixasse acessar sua conta de e-mail naquele computador e escreveu um e-mail rápido para Jonas, seu editor, anexando o primeiro capítulo com o pedido de que fosse o mais sincero e crítico possível.

Desceu de volta até a piscina com uma garrafa de champagne e quatro taças nas mãos. Queria comemorar o recomeço de tudo

- Meus queridos, eu quero erguer este copo e brindar a minha alegria. O dia de hoje está sendo um dos melhores da minha vida; consegui terminar o primeiro capítulo do livro e vou participar da gravação do disco da minha banda preferida. Tudo graças a uma pessoa que hoje chama-se Jack Noble, mas um dia foi meu bravo Bertold, um homem que, agora eu sei, nunca me abandonou e hoje me faz a mais feliz de todas as mulheres. A Jack Noble!

- A Jack Noble! - brindaram todos.

Jack levantou-se e foi até Clara com lágrimas nos olhos e a beijou apaixonadamente. - Obrigada, Menininha. - sussurrou em seu ouvido. - Você é a minha vida.

- Vamos comer um pedaço de bolo? Ainda tem uma parte daquele bolo de ontem na geladeira.

- Estou precisando de um pouquinho de chocolate depois de tudo. - disse Jack.

- Vou buscar o bolo para nós. Não saiam daí. - disse Clara entrando em casa.

- Ela está radiante hoje, Velhão. Passou séculos achando que foi abandonada e hoje descobriu a verdade. Você também está feliz, não?

- Muito! Parece que um enorme peso saiu das minhas costas. Ela nunca deixou de me amar, mesmo achando que eu a tinha abandonado.

- Eu achei a história de amor de vocês a mais linda que já ouvi. Trágica, mas linda. - disse Cindy. - E tem mais, se eu fosse a Clara, colocaria tudo em um livro como ficção para contar para todo mundo

- Não sei, acho que seria muito duro para ela. Para mim foi terrível ver aquelas coisas todas. Meu coração doeu muito de saber que nunca mais veria a minha ninfa. - disse Jack. - Acho que seria muito sofrimento para ela. Aliás, acho que minha ninfa sofreu tanto que preciso compensá-la de alguma forma. O que vocês acham de uma temporada em Fiji?

- Agora você está falando, Velhão! Logo depois da gravação vocês vão para lá, você nunca teve mesmo muito saco para pós-produção. Fica uns 15 dias pelo menos, dessa vez. - disse David.

- A Clara é tão ou mais inquieta do que eu, não sei se ela consegue ficar naquele isolamento por tanto tempo.

Alguns minutos depois Clara chegava com uma bandeja com fatias generosas de bolo de chocolate com cerejas e todos comeram com muito gosto. Uma celebração da vida durante a tarde de uma manhã em que todos conheceram um duro passado de morte e desespero.

- Queridos, aqui estão nossos bolos. Vamos ser felizes hoje, depois pensamos em nossas dietas!

- Amor, você gostaria de ir para Fiji, depois que terminarmos a gravação do disco? - perguntou Jack.

- Você já esteve muitas vezes em Fiji, Jack? - Clara respondia a pergunta de Jack com outra pergunta.

- Algumas, por que?

- É bonito lá?

- Um paraíso, meu amor. Você vai adorar!

- Acho que vou! - disse com um ar pensativo, que aguçou a curiosidade de Jack.

- Por que acho?

- Bom, deve ser mais uma das minhas bobagens, mas quando ouço falar sobre este tipo de lugar, paradisíaco... ele só é paradisíaco quando você vai lá com alguém, como um casal e quando você me disse que esteve lá algumas vezes...

- Você pensa em todas as mulheres que levei para lá...

- Eu não esperava essa! Bem pensado, princesa! - disse David rindo.

- Mas nunca pensei nisso é só um lugar lindo, romântico...

- Desculpa, querido, mas eu vou ficar pensando, será que ele trouxe todas elas aqui? Que eles nadaram nus nessa praia? Que transaram nessa piscina?

- Você pensa demais, Clara. Estou com você, se quisesse estar com estas outras mulheres estaria com elas, mas te escolhi e só penso em você agora. Mas tudo bem, se não for Fiji, podemos ir para outro lugar. Você escolhe.

- Não se preocupe querido, escolherei. Férias com você, para mim são prioridade. Quero um lugar lindo, romântico e isolado para passarmos juntos dia e noite.

- Eu só quero que seja quente o bastante para que você fique o dia todo nua perto de mim.

- Jack! Temos convidados! – disse Clara constrangida - Desculpe meu marido, o desbocado!

- Não se preocupa princesa, somos crescidinhos... - riu David.

- Só fico sem graça quando ele fala essas coisas em público. – disse Clara.

- Eles são de casa, amor. Não se preocupe, eles já viram coisas bem piores. – disse Jack.

- Mas se conta a favor do Jack, desde que te descobriu, ele mudou muito. Está se comportando quase como um Lord. – disse David.

- Que bom! – disse Clara sem muita convicção. – Quanto à viagem, me desculpa, meu amor, meu coração passou tanto tempo achando que foi abandonado que precisa acostumar-se com a ideia de que nunca foi. Dá um tempo para ele! - disse beijando-o.

- Você tem de mim tudo o que quiser, Clara. Você manda, ok?

- Só fica comigo. Não quero mais nada.

- Está esfriando, vamos entrar? - disse Cindy. - Essa montanha não é fácil.

- Vamos, os dedinhos da minha Menininha já estão gelados. - disse Jack pegando as mãos de Clara.

Clara pegou a bandeja com os pratos e levou para a cozinha. Mona ainda estava lá preparando um bouillabaisse a pedido de Clara, para o jantar. Tinha ido ao mercado da cidade naquele dia e comprado todos os ingredientes. Além de mais frutas frescas e alguns ingredientes especiais que ela tinha pedido, latas de leite condensado e de creme de leite para que ela pudesse preparar um brigadeirão para a sobremesa, uma surpresa exótica do Brasil, de presente para aquelas pessoas que amava tanto.

- Senhora Noble, as latas que a senhora pediu estão aqui. São do Brasil, não?

- Sim, você achou! Vou fazer uma sobremesa especial hoje, Mona, chama-se brigadeirão. Guardarei um pedaço na geladeira para que você experimente amanhã... É muito bom!

- Obrigada, a senhora é muito gentil conosco.

- Vocês é que são muito gentis comigo. Estou amando essa nova vida de casada. Me sinto cercada por pessoas muito queridas!

Clara vestiu o avental por cima do robe de seda que estava usando e começou a preparar o brigadeirão, fez a calda e despejou na forma, colocou a massa do brigadeirão por cima e colocou no forno para cozinhar.

- Pronto! Agora demora uns 50 minutos. - disse Clara. - vou voltar para a sala, volto daqui uns 15 minutos para colocar mais água na vasilha de baixo.

- A bouillabaisse está quase pronta.

- O cheiro está maravilhoso, Mona. Amo frutos do mar.

- O senhor Noble também. Ele sempre gostou muito de todos os tipos de frutos do mar. Sempre encomenda eles no mercado.

- Não sabia disso ainda, mas é mais uma coisa que temos em comum. Meu querido e doce Jack. Hoje quero deixá-lo muito feliz.

- Tenho certeza de que ele está muito feliz, senhora.

- Espero que sim, Mona. Já volto.

Clara tirou o avental e foi até a sala de estar onde Jack estava conversando com David e Cindy, ainda pensando em lugares para a lua-de-mel.

- O que você acha do Caribe, meu amor? É mais perto, tem praias maravilhosas e a gente pode passar uns dias em Nova York, na ida ou na volta. Que tal?

- Hum, parece bom, amor.

- É lindo! Já estive lá com o David uma vez e sei que você vai amar! - disse Cindy.

- Ok, Jack, então está decidido. Pode fazer as reservas. Você já sabe quando vamos?

- Quando você acha que terminamos? - Perguntou Jack para David.

- Acho que em três semanas, você estará livre. Se pudermos fazer direto, sem folgas, dá para gravar tudo. - disse David pegando um calendário. - Isso vai dar no final de setembro. Se dermos uma margem de segurança até o final do mês, no começo de outubro Vocês estão livres para viajar. Que tal?

- Para mim está ótimo. Nestas três semanas, posso escrever o livro, enquanto o Jack grava e pronto. Quando voltarmos, dá para terminar tudo, livro, disco...

- E aí vamos começar a ensaiar para a turnê, vai ser um trabalhão louco, mas vai ser muito bom... - disse Jack.

- Eu já volto queridos, preciso ir até a cozinha.

- Opa! Você é a responsável por esse aroma delicioso que está vindo da cozinha? - perguntou Jack.

- Parcialmente, amor. Já venho... Fiquem todos aqui, quietinhos. Nosso jantar de hoje é uma surpresa.

Clara abriu o forno e colocou mais água na vasilha que envolvia a forma.

- Senhora Noble, a bouillabaisse já está pronta. Vou guardá-la neste pote, na geladeira. Na hora de jantar a senhora só vai precisar aquecer. O perfume da sua sobremesa está mesmo maravilhoso.

- Eu pedi para eles não virem para a cozinha porque o jantar será uma surpresa. Vou fazer também uma entrada. Pensei em alguma coisa bem levinha... já sei... Tomates recheados no forno.

- Parece ótimo, a senhora precisará de ajuda?

- Não, querida... Pode ir descansar. Muito obrigada por tudo.

- A senhora é muito gentil.

Clara pegou tomates grandes, recheou-os com uma pasta de queijo cotage, nozes e ervas e os deixou prontos para colocá-los no forno.

- Demorei, queridos?

- Não sei o que você está preparando, mas este perfume de chocolate está quase nos matando aqui dentro. - disse Cindy.

- Tive que segurar o Jack porque ele estava ameaçando invadir a cozinha... - disse David.

- É a nossa sobremesa, já está quase pronta, vou tirá-la do forno e colocá-la na geladeira. Dai vamos tomar nosso banho e descemos para jantar.

- Tenho boas notícias, o Michael ligou e disse que o editor da Golden Books amou o primeiro capítulo e disse que se você quiser, ele tem uma ótima proposta para te fazer assim que você terminar o livro.

- Hum! Então vamos comemorar muito nesta noite. Estou muito feliz. Queridos, vou voltar para a cozinha porque nossa sobremesa está pronta.

Depois de colocar o brigadeirão na geladeira, Clara foi para a sala, pegou Jack pela mão e subiu as escadas até o quarto. Combinaram um jantar formal e logo vestiram-se elegantemente para uma noite de alegria e diversão.

Cindy e David também se arrumaram e a casa ficou novamente com um ar muito romântico com velas e a lareira acesas. Clara colocou os tomates recheados no forno, aqueceu a bouillabaisse e Jack arrumou a mesa.

A comida fez enorme sucesso naquela noite e todos adoraram principalmente a sobremesa. David disse que tinha conhecido o brigadeiro quando morou no Brasil, mas que aquele brigadeirão era algo muito melhor.

A noite seguiu com champagne e música, com Jack e David pegando violões e tocando blues na frente da lareira. Músicas lindas e cheias de emoção por natureza com letras que relatavam dramas terríveis, romances trágicos mas que podiam apenas referir-se ao sexo, inteligentemente disfarçadas para não causar escândalo entre os puritanos da América.

Aqueles dois músicos eram profundos conhecedores, poderiam dar aulas sobre o assunto, foram até New Orleans e Chicago e pesquisaram cada um dos artistas, suas técnicas e as origens de cada canção e com o tempo haviam adquirido um bem ainda maior, o respeito dos mestres do blues.

Em seu fascínio pela música americana, Jack tinha também conseguido o respeito dos músicos de Nashville, que muitas vezes o convidavam para participar de projetos envolvendo música folk e de raiz. E com o tempo esta se tornou outra de suas especialidades. Seu ecletismo musical provocava críticas entre os mais radicais e confundia aqueles que acreditavam no clichê do rockstar.

Clara que antes de conhecê-lo era uma das fãs que foi conquistada por seu trabalho com a Crossroads aceitou e compreendeu suas inúmeras viagens musicais pelo Oriente, África e pela América; mas muitos de seus amigos, inclusive alguns colegas críticos, desprezavam praticamente tudo o que ele havia feito após o término da banda, até mesmo seus trabalhos com Mersey.

A música seguiu noite adentro e com o frio da madrugada, Clara propôs uma pequena parada para capuccinos cremosos e fumegantes e sua ideia foi muito bem aceita por todos.

- Clara, por que vocês não vão para o Brasil nas férias. - David perguntou de repente.

- Brasil? Mas a imprensa não nos dará sossego... - respondeu Clara. - Queremos ficar sozinhos.

- Mas eu passei anos lá e nunca me incomodaram... basta saber fazer, princesa. - respondeu David.

- E como se faz isso? - perguntou Clara curiosa.

- Indo para aquelas praias mais afastadas do Nordeste, tinha uma vila de pescadores onde eu costumava ficar por meses, lá na Bahia. - disse David.

- Como te disse, amor, Você que sabe. Eu quero estar com você e só me importa uma coisa; ficarmos sozinhos em um lugar em que roupas sejam completamente opcionais... - disse Jack rindo.

- Bom, acho que temos tempo para decidir isso. Gosto muito do nordeste e acho que o Jack também gostaria de lá. – disse Clara. – São praias lindas, amor. Podemos conseguir algum lugar bem distante, quase deserto. E lá é muito quente.

- Você já foi para lá com alguém? – perguntou Jack com uma expressão maliciosa.

- Nunca! Estive algumas vezes no nordeste com amigos e com meus pais. – disse Clara sorrindo. – Por que?

- Só para saber. – sorriu Jack.

- Você já esteve lá, não?

- Com o David! – riu Jack. – Conta para ela o que aconteceu...

- Nada! Passávamos o dia na praia, enchíamos a cara, comíamos aquelas comidas apimentadas, visitávamos músicos, pescadores e voltávamos para casa. Foi uma semana ótima, o Jack só vestiu roupa na hora de ir para o aeroporto e voltou para casa mais vermelho do que um tomate, todo ardido porque depois de muita cachaça, ele pegou no sono na praia.

Clara riu, levantou-se, brincou com os cabelos do Jack e beijou-o.

- Então, se o David nos ajudar dando todas as dicas, vamos para o Brasil. Vai ser ótimo, adoro praia.

- Vocês sabiam que já está amanhecendo? – disse Cindy apontando para os primeiros reflexos avermelhados que batiam na porta de vidro que dava para a piscina.

- É mesmo, melhor irmos dormir. Amanhã teremos um longo dia em Stourbridge. – disse Clara.

Continua

Nenhum comentário: