8 de nov de 2011

Rockstar - Capítulo XXXIV


Jack ficou desesperado, subiu, pegou em sua bolsa o remédio para asma, mas ela já estava desacordada e não fez nenhum efeito; enquanto isso Lambert ligava para o serviço de emergência. Jack chorava e soprava dentro de sua boca, tentando fazê-la respirar. Veio uma ambulância que a levou direto ao hospital em Birmingham. Enquanto a equipe tentava salvá-la com oxigênio e injeções de adrenalina, Jack sentia-se completamente inútil.

Sob efeito dos remédios e da máscara de oxigênio, Clara recobrou a consciência na ambulância e apertou a mão de Jack.

- O que está acontecendo? - perguntou ela olhando para Jack e tentando tirar a máscara. - Jack?

- Está tudo bem, amor. Você teve uma crise de asma e desmaiou. Mas agora estamos indo para o hospital e tudo vai ficar bem...

Ela começou a chorar e Jack tentava fazer o que podia para acalmá-la, mas também chorava. Chegaram ao hospital e enquanto ela era atendida na sala de emergência, Jack conversava com um atendente que preparava a documentação.

Logo, a médica que a atendeu saiu da sala e foi conversar com Jack.

- Ela já está bem, foi medicada e deve ficar aqui por mais algumas horas para observação. Ela precisa, pelo menos por alguns dias, manter esta medicação sempre por perto.

- Foi só isso? Uma crise de asma, então?

- Só isso? Foi uma crise bem grave, que se não tivesse tido pronto atendimento provavelmente a teria matado.

- Mas nunca a vi ter crises, a doença dela sempre foi bem controlada.

- Mas estas coisas podem sair do controle de uma hora para outra. Ela me disse que fez um tratamento no Brasil que desapareceu com os sintomas e por isso esqueceu a medicação em outro andar da casa. Agora é preciso retomar o tratamento e manter esta medicação sempre por perto, se aparecer a necessidade, ok? Agora pode ir lá no quarto vê-la, mas tente não agitá-la, ela deve descansar um pouco agora.

- Obrigada doutora. Onde é?

- Ali, quarto 21.

Jack caminhou pelo corredor, ainda com os joelhos falhando pelo susto que havia tomado. Abriu a porta do quarto e Clara estava sentada na cama, com uma máscara de oxigênio no rosto e um tubo de soro espetado na mão.

- Jack... - disse ela começando a chorar. - Me perdoa.

- Perdoar o que, amor? Não se preocupe com nada, só em ficar boa. - disse pegando sua mão e beijando sua testa.

Depois de mais alguns exames e de conversar novamente com a pneumologista, eles entraram no jipe que foi trazido por Lambert, passaram na farmácia para comprar os remédios indicados e voltaram para casa.

Jack pegou-a no colo e levou-a para dentro de casa, colocando-a no sofá. Lambert ofereceu-se para passar a noite por lá para ajudá-los caso fosse necessário. Jack não aceitou na frente de Clara, mas pediu discretamente para que passasse a noite nos aposentos de empregados.

- Pronto amor! Estamos em paz agora. Seus remédios estão aqui e o susto terminou!

- Me perdoa! Não imaginei que isso pudesse acontecer. - respondeu Clara chorando novamente.

- Está tudo bem, amor... - disse Jack beijando sua cabeça. - Não fica nervosa de novo. Tudo tem solução.

- Me abraça! - disse abrindo os braços para Jack. - Eu podia ter morrido.

- Mas não morreu! - disse Jack sentando-se no sofá e pegando Clara no colo. - Por isso, vou poder te mimar, mimar e mimar...

Clara percebeu que Jack não sabia o que tinha provocado sua crise e preferiu que não soubesse. Depois lidaria com Roberto em seus próprios termos.

Jack ligou para David e contou tudo o que tinha acontecido e teve a boa notícia de que Mike e Jennifer já estavam bem novamente e voltariam de Paris na segunda-feira.

- Está tudo bem com o Mike, amor! Segunda ele e a Jenni voltam para Londres... - disse Jack sorrindo e beijando-a. - Quer voltar para Londres? Faço exatamente o que você quiser, você é quem manda.

- Não! Vamos ficar por aqui. Eu estou bem, só tive um problema que não aparecia há muito tempo, por isso tinha me esquecido dele. Estou medicada e segundo a Dra Crawford, só preciso descansar um pouco. Acho que aqui é melhor para descansar do que em Londres.

- Ok! Então ficamos! E o que você quer princesa? Vamos jantar?

- Eu vou com você para a cozinha. - disse Clara. - Faço uma sopa para nós...

- Não, amor. Eu cozinho. Você descansa. Espera aqui, vou trazer a lista de coisas que a Mona deixou no freezer. Fica sentadinha aí que já volto.

- Mas...

- Mas, nada! Por favor...

Jack voltou com uma lista de pratos que estavam prontos e congelados e Clara escolheu um salmão com legumes, que Jack aqueceu no microondas para os dois. Carinhosamente trouxe para ela também travesseiros, cobertores e o jantar em uma bandeja própria para servir café da manhã na cama.

- Você está bem, menininha?

- Estou Jack. Você é maravilhoso, meu amor!

Jack trouxe uma segunda bandeja para ele e os dois jantaram no sofá da sala de estar. Tomaram suco de maçã junto com a refeição, porque Clara estava tomando remédios e não poderia beber. Depois do jantar, Jack preparou café expresso para os dois e serviu com bombons de chocolate.

- Jack, eu te ajudo.

- Não, menininha... Você precisa descansar. Eu arrumo tudo. Estou acostumado. - disse pegando a bandeja. – Espera! Aqui está seu telefone, liga para a Cindy, fofoca um pouco com ela, que eu já venho para cá, acender a lareira para a gente.

Clara resolveu fazer exatamente o que Jack sugeriu e ligou para Cindy.

- Oi amiga! Estava tentando te ligar, o David me falou que você foi parar no hospital, pobrezinha! Está tudo bem agora?

- Está! Mas achei que fosse morrer, foi tão repentino.

- O David me disse. Nem sabia que você tem asma.

- Pois é! Tomo um remédio de controle há muito tempo. Mas fiquei nervosa hoje e me deu uma crise muito forte.

- Nervosa? Com que? O Jack aprontou alguma coisa?

- O Jack, não. Foi uma entrevista que fiz ontem, antes de vir para cá.

- Entrevista? Ah! Você disse que faria umas entrevistas ontem depois da nossa reunião. O que houve?

- Estava tudo bem, fiz duas TVs, uma revista e a última era um jornal. Mas quando olhei a lista de jornalistas, vi que o jornal tinha mandado o meu ex-namorado, aquele com quem morei quando estava no final da faculdade.

- Nossa! E o seu editor aceitou agendar uma entrevista com esse cara?

- Ele nem cobre entretenimento. O Jonas tinha um outro nome, mas foi trocado no último minuto.

- Que bandido! Você deveria ter negado a entrevista.

- Achei que seria pior fazer isso e falei com ele, sabia que acabaria comigo na matéria, mas quando li, fiquei nervosa e estava sozinha na sala de estar. Não conseguia respirar e meu remédio estava na bolsa, no meu quarto.

- Meu Deus, que desespero amiga!

- O Jack me viu passando mal e acabei desmaiando, ele chamou uma ambulância. Acordei dentro dela, com o Jack segurando minha mão e chorando, enquanto um médico me dava remédios para melhorar.

- O que o Jack vai fazer?

- Como assim?

- Ele não vai pegar esse cara?

- Ele não sabe. Não contei nada para ele e não quero que saiba disso nunca. Você sabe que ele é capaz de matar aquele infeliz.

- E com toda razão! Você pode achar que não, mas seu marido é um homem poderoso. Se eu fosse você, eu o deixava saber.

- Não posso fazer isso.

- Mas ele colocou sua vida em risco. Já pensou que você poderia ter morrido por isso?

- Por isso mesmo, o Jack não pode saber! Tenho medo do que ele possa fazer.

- Mas esse cara merecia ir para a rua. Conta para ele. Quer saber? Vou contar para o David e falar para ele arrebentar com esse cara.

- Ok! Vou tentar falar para o Jack. E a Jennifer?

- Ah! Está em lua-de-mel em Paris com o Mike até segunda.

- Eu também estava em lua de mel. Estava tendo o dia mais maravilhoso da minha vida até ler o que aquele idiota escreveu.

- Mesmo? O que vocês fizeram hoje? Além daquilo que fazem todos os dias. – disse Cindy rindo.

- Ah! Ele me levou para assistir o sol nascendo na montanha e depois nós fizemos um picnic na floresta, do lado daquela fonte...

- Sei! Aquele lugar é lindo! Adoro!

- Então! Estávamos lá, quase voltando para casa quando apareceu uma loba toda branca com dois filhotes. Foi tão lindo... eu até filmei...

- Nossa! Já vi lobos aí perto da casa, mas filhotes? Uau! Depois vou querer ver esse filme que você fez.

- Eu também! Meu plano era editar o filme e colocar no meu blog. Mas aquele idiota estragou tudo, me descreveu como uma monstra interesseira, sem escrúpulos.

- Então, conta tudo para o Jack. Ele vai ficar louco quando souber, mas pelo menos, pode dar uma lição nesse cara.

- Vou tentar... Já vou desligar, Cindy. Meu marido terminou de arrumar a cozinha e está vindo na minha direção. Beijos, querida. Boa noite!

- Boa noite! Fica bem!

Clara desligou o telefone, enquanto Jack veio até a sala, acendeu a lareira, sentou-se novamente no sofá e puxou Clara para seu colo.

- Onde nós paramos? – disse Jack acariciando seus cabelos.

- Antes, preciso te dizer uma coisa. – respondeu Clara pegando a mão de Jack e segurando-a entre suas mãos.

- O que foi, amor? Você está bem?

- Estou... é sobre o que provocou minha crise hoje.

- O que houve?

- Eu desci com meu computador, lembra?

- Sim, você ia checar os e-mails e ver se as entrevistas já tinham sido publicadas. Vai me dizer que você ficou nervosa por causa do teu ex.

- Foi. Ele escreveu coisas horríveis sobre mim, sobre você! Eu fiquei muito nervosa e daí fiquei com falta de ar.

- Mas, você podia ter morrido... Ah! Isso não pode ficar assim, me empresta seu celular?

- Por que?

- Vou mandar o Michael atrás dele... Oi Michael, sou eu, o Jack. Tudo bem? Tem um jornalista no Brasil, o nome dele é Roberto Junqueira. Ele escreveu um artigo horrível sobre a Clara e sobre mim, quero que você esfole ele e o jornal. Ok? Saiu hoje, no jornal, exato, liga para o Charles que ele te dá mais detalhes. Minha mulher foi parar no hospital hoje por isso. Acaba com a raça dele, quero vê-lo na rua.

Clara o ouvia falando, mas estava tão triste e cansada que posou a cabeça no ombro dele e começou a chorar.

- Ok, Michael. Vou esperar... Abraços.

- Não chora amor. Ele não vale suas lágrimas e agora terá problemas até o final da vida com o Michael.

- Eu te amo e tudo o que aquele monstro disse, me machucou tanto...

- Ah, meu amor. Não se preocupa. Ele vai ter o que merece, enquanto nós vamos ficar aqui descansando e cuidando um do outro. Falando nisso, para você não ter que subir a escada, vamos dormir aqui embaixo. Vou lá em cima pegar roupas de dormir para nós e já volto.

- Mas eu posso subir.

- Não, amor. Não se esforça à toa. Amanhã, se você estiver bem, nós subimos juntos para nosso banho. O que você acha?

Clara deixou-o então subir as escadas e trazer um pijama dele que ele a ajudou vestir. Trouxe também um edredon, alguns travesseiros e montou uma cama no tapete, na frente da lareira, para os dois dormirem.

E não fez só isso, cuidou para que Clara tomasse sua medicação no horário, cuidou dos seus cabelos e até acompanhou-a ao banheiro para que pudesse cuidar dos dentes.

Quando já estavam acomodados sobre o edredon, abraçados, na frente da lareira, Clara sentou-se.

- O que foi amor?

- Nada, querido. Não se preocupe, só vou ficar um pouquinho sentada. Esse remédio é muito forte e me deixa tremendo, não se assusta porque é assim mesmo.

- Ai meu amor, vem aqui, vem... – disse sentando-se e apoiando as costas em um travesseiro, encostado no sofá. – Vem, se apoia em mim...

Lágrimas escorriam de seus olhos, quando ela apoiou-se no corpo de Jack, seu corpo tremia muito sem querer, efeito dos remédios que a mantinham respirando. Demorou, mas os dois pegaram no sono.

No dia seguinte, acordaram, tomaram café da manhã e Jack ajudou-a a subir as escadas, tomaram banho juntos e ele ajudou-a a vestir-se e levou-a ao hospital para fazer mais alguns exames e conversar com a médica que a havia atendido.

- Estourou essa veia aqui na sua mão, querida, por isso ficou um pouco roxo... Vou te receitar uma pomada e vai ficar tudo bonito de novo. Você quer que eu te receite um calmante?

- Não precisa. Não estou nervosa, o que aconteceu ontem foi uma coisa completamente atípica e não deve acontecer de novo, nunca mais.

- Não sei como são os médicos no Brasil, mas aqui somos como sacerdotes. Você pode me dizer o que quiser que nada sairá destas paredes.

- Mas não tenho o que dizer. Estava em paz, com minha doença tão sob controle que nem lembrava dela, tive um grande choque emocional ontem e passei mal. Agora estou medicada e lembrei que não posso esquecer nunca desta doença que tenho desde sempre. Pronto! Posso voltar a ser feliz?

- Claro que pode e deve ser feliz. Se você quiser continuar seu tratamento, fazer uma nova avaliação e vacinas para tratamento de alergias basta ligar neste número no cartão. Faço este tratamento no meu consultório particular.

- Obrigada. Vou voltar para Londres na próxima semana, então fica difícil fazer algum tratamento aqui, mas vou conversar com meu marido sobre isso.

Clara deixou o consultório e foi procurar Jack na sala de espera. Eles voltaram para o jipe e logo estavam parando novamente na porta de casa.

- Espera. Vou te ajudar a entrar em casa.

- Não precisa, já estou bem. Pronto, já desci do carro. - disse para Jack. – Estou entrando...

- Amor, eu não quero que você se canse...

- Vem aqui, Jack. Eu estou tão bem, que agora mesmo, vou entrar nesta casa, subir para nosso quarto e acabar com você naquela nossa cama linda... – sussurrou no ouvido dele.

- Sua maluquinha, você tem que descansar, a médica disse...

- Tá bom... mas você vai descansar comigo, amor...

- Vou te levar lá em cima e depois vou pedir nosso almoço para a Mona. Vamos passar o dia todo na cama e assim vou poder te mimar, te mimar e te mimar.

- Ok. Vou te deixar me mimar então! Mas preciso mandar um e-mail para meu editor.

- O que você quer falar para ele?

- Que está tudo bem e que o Michael vai entrar em contato com ele para saber mais sobre o inútil do Roberto.

- Ok. – disse Jack, tirando o celular do bolso. – Alô, Jonas? A Clara quer falar com você.

- Alô, Jonas. Oi, era o Jack, você sabe que ele é louco, não.

- Esperei você entrar em contato comigo ontem, o que houve?

- Tive um probleminha de saúde e não pude falar com você. O Michael Peters vai entrar em contato com você hoje pedindo informações sobre o Roberto e sobre o jornal, você diz para ele tudo o que puder e fornece os documentos porque ele tem ordens de acabar com a raça dele.

- Ok! Que bom! Ah! A repercussão da matéria que ele escreveu está sendo péssima para ele. O jornal recebeu um montão de e-mails de reclamação e até no twitter estão massacrando o Roberto.

- Que bom!

Enquanto falava, Jack pediu a Clara que não se desgastasse. Tirou o telefone de sua mão e disse para Jonas que ela tinha agora recomendações médicas de descansar.

- Pronto! Problema resolvido! Vamos subir então?

- Você é maluco... mas é um maluco adorável e eu te amo!

Jack pegou sua mão, beijou-a e os dois entraram e subiram para o quarto. Depois, ele desceu sozinho e foi conversar com os empregados da casa para quem explicou sobre o problema de saúde de Clara. Também disse que passaria o dia todo no quarto com ela e pediu que um almoço leve, fosse servido aos dois e que as bebidas alcoolicas fossem substituídas por sucos.

No quarto, Clara tirou as roupas e ficou só de calcinha. Vestiu uma camiseta regata, deitou-se na cama, ligou a TV e ficou esperando por Jack.

Logo ele abriu a porta, perguntando se tinha demorado.

- Não, amor... estou aqui deitada, descansando como uma boa menina...

Jack então tirou suas roupas, vestiu a calça de seu pijama e deitou-se. Como estava quente naquele dia, ficou sem camisa.

- O que você está vendo, amor?

- Friends... Gosta?

- Se você gosta, eu gosto. – disse puxando-a mais para perto e fazendo-a deitar a cabeça em seu ombro. Para ele era estranho estar na mesma cama do que aquela bela mulher que amava sem fazer o que seus sentimentos pediam, mas ela necessitava descansar e este era o único jeito de forçá-la a isso.

Aquele seriado era um dos favoritos de Clara, já o tinha visto e revisto do começo ao fim inúmeras vezes e conhecia uma boa parte dos diálogos de cor. Mesmo assim, não resistia rever e rir novamente.

Clara estava bem mais cansada do que queria admitir e logo pegou no sono envolvida pelos braços de Jack, que agora a olhava docemente enquanto sua memória trazia de volta a sensação de impotência que havia sentido ao vê-la sem conseguir respirar e naquele momento prometia para si mesmo que aquilo nunca mais poderia aconteceria.

- Senhor Noble.. - Mona batia na porta trazendo seu almoço.

- Entra Mona!

Clara acordou, espreguiçou-se e os dois prepararam-se para almoçar. Mona trazia uma bandeja e Anne trazia a outra. No menu, torta de frango, salada verde e frutas. Novamente a bebida que acompanharia o almoço seria suco, para os dois. Enquanto Clara não pudesse beber, Jack também não beberia.

Junto com o almoço, a bandeja de Clara tinha também alguns comprimidos para tomar. Antialérgicos e antiinflamatórios, para devolver seus pulmões às condições anteriores.

Os dois levantaram-se brevemente para cuidar dos dentes e voltaram para a cama, mas Clara já estava começando a ficar inquieta e convenceu Jack a ir sentar-se ao redor da piscina com ela. Só que desta vez, ela fez questão de levar seu notebook porque queria subir as fotos e vídeos que havia feito na montanha, no dia anterior.

Jack concordou com uma condição, ela não poderia acessar a internet e ela aceitou, porque sabia que ele estava tentando poupá-la de ficar nervosa novamente. E ela apenas tratou as fotos, guardou os vídeos e deixou-os prontos para publicar.

Começou a escrever um texto sobre o encontro deles na montanha com a pequena família de lobos, que deixou Jack emocionado. Então ele decidiu permitir que ela o publicasse, juntamente com o vídeo, em seu blog.

Quando abriram o sistema do blog havia centenas de mensagens de apoio à ela, esperando pela sua permissão para a publicação. Jack então tomou o notebook dela e passava cada uma das mensagens no tradutor antes de aprovar sua publicação, sem permitir que ela as lesse. Não queria que ela se envolvesse naquele processo.

- Não fazia ideia...

- O que Jack?

- Seus leitores te amam!

- E eu também os amo. Adoro ler as coisas que eles me contam, as opiniões deles sobre o que eu escrevo. É tão bom...

- Sabe o que é bom mesmo, menininha?

- O que?

- Passar o dia aqui do seu lado.

- Lindo! Tão bom estar aqui. Estou bem, feliz, tranquila e me sinto agora sob a sua completa proteção. Como se você fosse um anjo me envolvendo com suas asas. - disse Clara beijando-o no rosto. - Obrigada por ser meu anjo, meu amor...

Os olhos de Jack ficaram cheios d'água e ele apenas beijou-a na testa. Clara pegou o notebook do colo dele, fechou e levou-o pela mão de volta ao quarto. Estava enlouquecida de tanto desejo e ele ainda com medo de prejudicar sua saúde, se esquivava de suas provocações.

- Não podemos Clara. É perigoso, não quero te perder...

- Mas você não vai me perder, eu perguntei para a doutora Crawford e ela disse que nós podemos. – disse avançando mais uma vez na direção de Jack.

- Louquinha!

- Gostoso! - respondeu rindo e ensaiando um strip-tease.

- Não me provoca menininha!

- Por quê? O que você vai fazer comigo? Hein, delícia?

- Ah menininha... eu acabo com você... Pára... não faz isso..

- Eu acabo com você antes... Vem aqui, vem...

- Não podemos, maluquinha. Vou me fechar no banheiro se você não parar.

- Ok! Não ponho mais a mão em você, Jack... Vamos pegar o telefone e ligar para a Doutora Crawford e perguntar para ela se podemos ou não podemos.

- Vamos sim, menininha. Mas não esquece seu remédio aqui.

- Te deixei maluquinho, não é?

- Como?

- Você agora está com muito medo de que aconteça alguma coisa comigo, mas não sou de vidro, não vou quebrar. Convivi a vida toda com este problema, às vezes não podia brincar com as outras crianças, mas não precisa ter medo. Estou bem e preciso tanto de você que chega a doer...

- Eu também te desejo muito, menininha, mas vamos mais devagar porque se acontecer alguma coisa com você, eu morro.

- Lindo! Meu anjo! - Clara disse beijando-o no rosto.

- Espera, vou lá embaixo pegar meu telefone e as coisas que deixamos lá na piscina e vamos ligar para a médica. Ok?

- Vai lá, estou aqui te esperando louquinha para tê-lo dentro de mim...

- Não estou ouvindo isso... Já volto...

Jack desceu sozinho na piscina, pegou os aparelhos e subiu de volta para o quarto. Clara pegou o celular, ativou o viva-voz e ligou para a doutora Crawford.

- Alô, doutora Crawford, sou sua paciente, Clara Noble, tudo bem?

- Olá senhora Noble, como vai? Teve mais alguma crise?

- Não! Estou muito bem, tomando os remédios e já melhorei bastante. Mas tenho uma dúvida... posso fazer qualquer coisa agora, não posso?

- Como assim, qualquer coisa?

- Sexo, por exemplo?

- Se você se sente bem, não tem problema algum. Só tome cuidado porque percebi que seu marido é um pouco pesado e talvez você não se sinta bem em posições em que ele fique por cima.

- Ok! Era só para saber. Obrigada então, doutora.

- De nada.

Clara desligou o telefone e aproximou-se de Jack, ainda em tom de provocação:

- Viu gordinho... Posso fazer o que eu quiser... – disse começando a despi-lo.

- Louca... – Jack sussurrava enquanto Clara subia e descia beijando todo seu corpo.

Os dois foram para a cama e o desejo dominou-os completamente. Febris e enlouquecidos, exploravam cada possibilidade de prazer que seus corpos permitiam, até que Jack pegou-a no colo e em cima dele, Clara pode encontrá-lo novamente, como faziam há séculos, sentindo mais uma vez o prazer infinito de estarem juntos.

Depois do sexo, os dois ficaram deitados, descansando e conversando.

- Você acha mesmo que estou gordo?

- De jeito nenhum, Jack. Adoro esse corpinho. – disse passando a mão suavemente pelo peito dele. – Aliás, amo tanto esse teu corpo que não consigo viver sem ele.

Jack pegou a mão dela e a beijou. Queria acalmar um pouco as coisas com medo dos excessos a prejudicarem.

- Bem, querida, lembrei que preciso fazer uma coisa. Você pode ficar aí descansando um pouco, fiquei de ligar para o David.

- Espera... liga daqui, do meu celular. Estou carente hoje e quero você perto de mim todo tempo. Prometo que não ponho mais as mãos em você...

Jack suspirou e pegou o celular de Clara.

- Clara?

- Oi David, é o Jack. Estou usando o celular da Clara porque no momento ela não está me deixando ir buscar o meu.

- Velhão, você está perdido! – disse David rindo. – O que você manda?

- Você tinha me pedido para ligar hoje...

- Ah! É sobre aquela letra da balada. Já está pronta?

- Não te mandei ainda?

- Não!

- Vou fazer o seguinte; vou gravar ela aqui, no meu piano e vou te mandar pela internet junto com o arquivo de texto, assim você pode trabalhar no arranjo...

- E a princesa? Está bem?

- Melhor do que nunca. Agora não quer me deixar sair de perto dela...

- Vai velhão... não gosta mais do material?

- Pior que gosto. Mas estou com medo dela passar mal de novo.

- Bobagem cara! Não perde tempo...

- Vou lá trabalhar na música e já te mando pela internet, Dave... beijos.

- Beijos.

- Vai trabalhar?

- É, aquela balada de piano, vou gravar lá embaixo e mandar para o Dave, você me ajuda?

- Claro, vamos lá... Que horas são?

- Quatro e quinze. Por que?

- Os empregados ainda estão em casa, melhor nos vestirmos para descer, não gordinho? – disse Clara rindo.

- Vai rindo... vai... te pego de jeito daqui a pouco, menininha e aí você vai ver quem é o gordinho...

Os dois vestiram-se e desceram até a sala de estar onde ficava o piano. Jack então trouxe um case grande de onde tirou um gravador profissional de seis canais, que ligou a três microfones.

Clara apenas observava-o trabalhando concentrado em cabos e controles.

- Você sabe tocar guitarra, menininha?

- Não, amor... Só toco campainha.. Por quê?

- Porque se soubesse, podia fazer isso aqui mais rápido. Mas tudo bem, vou tocar no piano, depois na guitarra, depois junto os dois e gravo a voz com a letra e daí mando para o Dave pela internet.

- Isso eu quero assistir, mas vou precisar ir para a cozinha fazer nosso jantar daqui a pouco.

- Eu espero você voltar. Não estou com pressa, quero que você veja tudo e participe de tudo.

- Hum! É assim que eu gosto! – disse rindo.

- Eu também! Agora deixa eu ver onde deixei essa letra. – disse revirando a pasta onde estavam as partituras das novas músicas. – Ah! Acho que essa letra ainda está no meu caderno... Fica exatamente onde está que vou buscar lá em cima.

- Ok! Estou te esperando! – disse sentando-se no banco do piano.

- Senhora Noble. – disse Mona, atrás de Clara, já de saída para ir embora. – A senhora precisa de mais alguma coisa?

- Não querida! Obrigada! – disse Clara levantando-se e caminhando na direção da cozinheira. – Desculpa por ter dado tanto trabalho hoje, de ter que levar as bandejas lá para cima, espero amanhã poder comer aqui embaixo como todo mundo.

- Não é trabalho nenhum, senhora! Estamos aqui para isso. Boa noite e estimo as melhoras para a senhora. Ficamos muito preocupados ontem quando a senhora desmaiou.

- Mas agora tudo vai ficar bem, não se preocupem porque estou me tratando novamente e isso nunca mais irá acontecer.

- Fico feliz de saber, senhora. Bem, vou indo. Até amanhã, senhora Noble.

- Até amanhã Mona e obrigada novamente.

A cozinheira saiu da casa e seguiu a pé pela estradinha que descia suavemente serpenteando a colina.

Clara continuava esperando por Jack, agora olhava para os muitos controles do gravador que estava montado sobre uma cadeira que Jack pegou na sala de jantar.

Ela não sabia se era sua eterna ansiedade, mas começou a ficar preocupada com a demora de Jack.

- Jack? – chamou perto da escada.

Como não houve resposta, ela subiu as escadas lentamente, para não se cansar e caminhou até o quarto, onde encontrou-o com o caderno e a caneta nas mãos, escrevendo e cantarolando.

Não quis interrompê-lo, então desceu as escadas sem fazer barulho e sentou-se novamente no banquinho do piano, fingiria que nunca saiu dali. Teve uma ideia ainda melhor, foi até a cozinha e começou a preparar dois capuccinos, quando ouviu os passos de Jack descendo a escada.

- Quer um capuccino, amor?

- Quero sim! Estava pegando o caderno lá em cima e tive uma ideia para outra música. É de uma melodia minha que eu já tinha há algum tempo e agora, quando subi e te deixei aqui embaixo sozinha, a letra surgiu na minha cabeça de uma vez.

- Capuccino pronto, amor. Vem aqui pegar, tenho aflição de beber perto do piano.

- Não sou tão estabanado assim. – disse Jack rindo.

- Mas, eu sou! – riu Clara.

Os dois sentaram-se na sala de estar com uma xícara fumegante de capuccino cremoso nas mãos e a seguir, Clara levou as xícaras para a cozinha e as lavou.

Enquanto isso, Jack terminava de acertar os detalhes para gravar a nova música que acabara de compor e começava a tocá-la no piano.

"Just one second ago, I saw you leaving,
And the tears on my face were rolling so cold
My love still strong, my heart in pieces
And you walked away, and left me all alone."

Era outra balada linda, muito romântica, no piano, que Jack escrevia e que certamente agradaria a todos os fãs da Crossroads, inclusive ela, que agora só pensava em beijá-lo e esperava ansiosamente que ele parasse de gravar para agarrá-lo.

- Então?

- Linda amor! Vem aqui, vem – disse ela abraçando-o e beijando-o tão apaixonadamente que o surpreendeu.

- Hum! – suspirou Jack. – Você gostou mesmo dessa baladinha romântica, menininha!

- Adorei!

- Ótimo! Vou gravar a balada do David agora, disse tentando retomar o trabalho. – Desculpa amor, mas prometi que mandaria a música ainda hoje para ele trabalhar no arranjo.

- Tudo bem, eu posso esperar para te agarrar depois que você terminar...

- Mas o David pode esperar até amanhã, só vamos para o estúdio na semana que vem, mesmo.

- Você que sabe... – disse Clara olhando-o profundamente nos olhos e segurando sua mão. - Estarei aqui quando você terminar...

- Melhor eu trabalhar... – disse Jack acariciando Clara e puxando-a para seu colo.

- Vem aqui, Jack. Vamos resolver isso de uma vez. – disse Clara arrancando a camiseta e jogando-a para trás.

Jack empurrou-a até os sofás e a doce rotina de amor recomeçou e só parou quando todos os desejos estavam saciados. Aproveitaram para desfrutar um do outro antes que os remédios fortes deixassem Clara tremendo novamente.

De volta ao piano, Jack gravou a música de David com a nova letra, que havia escrito há alguns dias e que descrevia palavra por palavra a vida em comum dos dois numa cabana naquele mesmo bosque, construída por eles há alguns séculos, em um passado de sentimentos intensos, que revisitavam cada vez mais.

- Vou preparar um jantar para nós, quer alguma coisa em especial, amor?

- Amor, não se cansa... Deixa que eu preparo o jantar...

- Estou bem, não se preocupe. Vou só fazer um jantar para nós, não vou correr a maratona. Você quer algo em especial?

- A Mona fez roastbeef para nós. Está pronto, na geladeira, só precisa aquecer. Ah! E ela me disse que deixaria as batatas no forno.

- Ótimo... então vou lá cuidar da nossa comida. Assim quando você terminar essa gravação, jantamos na sala de jantar, como pessoas normais. Já estou bem, querido...

Jack soltou a guitarra que estava preparando para a gravação, levantou-se e caminhou até Clara.

- Por favor, não se desgasta! Te amo demais e não posso te perder, ok? - disse beijando-a na testa.

Clara sorriu e foi até a cozinha, retirou as batatas e colocou o roastbeef no forno para aquecer. Fez uma salada que misturava manga, folhas verdes e pedaços de queijo e temperou com um molho que costumava fazer à base de mostarda.

Sentia-se perfeitamente bem e, enquanto esperava que a comida aquecesse, arrumou a mesa da sala de jantar com tal capricho que quem visse imaginaria que a realeza havia sido convidada para jantar com eles naquela noite. Era mesmo uma pena que não pudesse beber, mas decidiu que Jack não deveria mais sacrificar-se por um problema dela, abriu uma garrafa de vinho tinto e pegou seu suco de maçã.

Jack tocava a canção novamente com a guitarra acústica e a olhava indo e vindo da cozinha, de longe. Quando finalmente estava satisfeito com a gravação da guitarra, desligou a aparelhagem e foi até a cozinha ajudá-la. Enquanto ela cortava temperos para acrescentar ao molho da salada, ele aproximou-se abraçando-a por trás e beijando seu ombro.

- Hum! Você está aqui... Abri um vinho para você. - disse pegando a garrafa e servindo em uma taça. - Você merece depois de tudo o que passou nestes últimos dias.

- Você vai beber também?

- Não, amor. Só volto a beber quando terminar os remédios, lembra?

- E o que você vai beber?

- Suco de maçã... - disse despejando um pouco de suco em sua taça. - Um brinde a nós dois e ao nosso amor.

Beberam e continuaram preparando tudo para levar até a sala de jantar. Clara colocou candelabros de prata na mesa e jantaram à luz de velas, recuperando o clima de lua-de-mel.

Depois da refeição maravilhosa, Jack pegou-a pela mão, levou-a até o sofá e pediu para esperar por ele, mas ela levantou-se e foi atrás dele na cozinha. Disse que o ajudaria a deixar tudo arrumado e depois, os dois descansariam juntos na frente da lareira. Jack quis dizer que precisava fazer mais um take da nova música para enviar para David, mas preferiu não aborrecê-la.

Com tudo pronto, na cozinha, Jack acendeu a lareira na sala e voltou ao piano para gravar o último take, da sua voz. Deu um fone de ouvido para Clara acompanhar e ela sentou-se ao seu lado, no banquinho do piano, segurando sua mão, enquanto ele cantava. Depois, ele rapidamente mixou tudo e gravou em um pendrive, enviando o arquivo por e-mail para David de seu computador.

- Onde nós estávamos? - disse Jack tirando a camisa e aproximando-se de Clara, que agora estava sentada no edredon, na frente da lareira. - Hum, agora estamos alimentados, medicados e um pouco bebados, depois de todo aquele vinho...

- Hum... bebado... que delícia! Vem aqui para o edredon que precisamos conversar... - disse ela já começando a sentir em suas mãos o tremor causado pelos remédios que estava tomando. - Vem aqui me aquecer, gordinho...

- Eu não sou gordinho! Sua médica é louca!

- Não sei... preciso ver mais esse corpinho para ter certeza...

- Ok! - disse ele ficando totalmente nu. - Que tal?

- Não enxergo muito bem... você tem que vir mais perto para que eu possa avaliar...

A noite foi de muita cumplicidade, carinho, risos. Dois melhores amigos juntos jogando conversa fora dividindo a alegria de estarem juntos depois de muito sofrimento.

- Você acha que se tivessemos conseguido ser felizes na nossa vida anterior, nós estariamos juntos agora? - perguntou Jack.

- Não sei, minha vida. Sabe, antes de te conhecer, eu achava que era uma pessoa feliz, mas agora percebo que não era... - disse Clara acariciando o peito dele. - Você me fazia falta e eu não sabia.

- E eu achava que minha vida tinha terminado e agora, vejo que tudo está começando.- Jack pegou a mão de Clara que estava tremendo um pouco. - Você está com frio, amor?

- Não... é o remédio. Não se preocupe, vou ficar bem.

- Estava aqui pensando... Você está mesmo bem?

- Estou. Por que?

- Porque amanhã é domingo e terá um jogo em comemoração ao aniversário do meu time. Vai ter um almoço depois do jogo; eu tinha desistido de ir porque você estava doentinha, mas se você está bem agora, podemos ir.

- Claro! Vamos! Vai ser genial! Mas se é uma festa, temos que ir bem vestidos. Você pode ir com seu terno preto, mas meus vestidos são todos para a noite, não acho que tenho alguma coisa para usar de dia.

- E você vai precisar de um chapéu.

- Mas eu não tenho um chapéu.

- Isso não é verdade... queria te fazer uma surpresa e pedi para a Linda mandar para cá umas coisinhas para você. Estão guardadas lá em cima, vou buscar.

Jack desceu as escadas com uma pilha de caixas de presente que colocou na frente de Clara.

- Jack! Estou surpresa. - disse abrindo uma das caixas e encontrando nela um delicado chapéu salmão e marfim, com um grande laço finalizado por flores. Na segunda caixa um vestido em tom salmão pálido, com detalhes em marfim.

- Gostou?

- Você é tão maravilhoso meu amor, que eu não sei nem o que dizer... – disse beijando-o. – Que roupa mais chic. Vou me sentir uma princesa de verdade amanhã.

- O laranja é a cor do meu time, então eu pedi que ela mandasse numa cor que fosse próxima, mas que fosse bonita.

- Muito bom gosto querido. A que horas devemos ir para lá?

- O jogo começa às 11, devemos estar lá às 10:30 e saímos de casa às 9:40. Mas isso não é tudo. Como você me faz feliz como ninguém, tem mais uma coisinha aqui. – disse puxando do bolso uma caixa de veludo preto. Dentro, um colar de pérolas de duas voltas e brincos de pérolas com diamantes ao redor.

- Jack! Que lindo, meu amor. Agora não vejo a hora de que amanhã chegue.

- E tem outra surpresa!

- Qual?

- Convidei o David e a Cindy para virem ver o jogo e participar do almoço.

- Meu Deus. Amanhã seremos felizes então! Isso tudo é lindo demais e esse tom de marfim combina certinho com o tom daquele sapato e bolsa que compramos em Paris, na lua-de-mel.

- Eu tirei uma foto do sapato e mandei para a Linda. A gente começou daí...

- Vou me levantar às seis então. Maquiagem, cabelos, preciso estar linda ao lado do meu príncipe encantado.

- Muito cedo. Acho melhor às 7. Vamos tomar banho juntos, vou secar e arrumar seus cabelos e daí você faz sua maquiagem.

- E o David?

- Ele vem de avião particular, desce em Birmingham e vai de carro com motorista para o jogo e para a festa.

- E eu que pensei que não conseguiria ficar mais feliz do que já estava. Adorei!

- Vamos dormir então? – disse pegando as caixas e levando-as de volta ao quarto.

- Melhor deixar o celular programado para tocar.

- Vem para seu berço, princesa. – disse Jack abrindo os braços para ela.

- Lindo! – disse tirando a camiseta, deitando-se e acomodando sua cabeça nos ombros dele. Ainda estava tremendo, mas isso não tinha nenhuma importância.

Continua

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