19 de out de 2011

Rockstar - Capítulo XIV


Muito diferente do palácio imponente de David, aquela era uma casa rústica, com paredes construídas de pedras e uma parede de vidro na parte traseira com portas que se abriam para um deck de madeira, onde uma bela piscina, que imitava um lago alimentado por uma pequena fonte construída com pedras, dominava o cenário.

Parecia muito mais um chalé de caçadores, no meio de um bosque cuja sombra oferecia uma atmosfera mais fresca e perfumada do que a dos arredores.

A aparência rústica enganava os olhos, a casa era grande e confortável. A porta da frente se abria em um belo hall de paredes cobertas por madeira, onde começavam as escadas que iam para os quartos.

Muito aconchegante por dentro, a casa tinha piso de madeira escura, grandes lareiras de pedra em quase todos os cômodos, lindos tapetes orientais, sofás grandes e confortáveis com almofadas coloridas e objetos de decoração que serviam como um testemunho da admiração do dono da casa por culturas exóticas, enquanto um magnífico piano de cauda preto, próximo às portas de vidro que iam para o deck, indicava que a música era uma de suas paixões.

Os dois entraram e foram direto para o quarto desfazer as malas, estavam cansados, mas ainda tinham intenção de deixar tudo arrumado antes de poderem descansar.

Aquela chegada também tinha um outro aspecto, Clara e Jack finalmente estavam sozinhos e poderiam ficar o tempo que desejassem trabalhando no livro, namorando ou simplesmente descansando já que a rotina dos dois nos últimos dias havia sido muito intensa emocionalmente.

Enquanto ajeitava a bagagem nos armários, Clara encontrou o suéter de lã que comprou para Jack e entregou-o em suas mãos:

- Um presente para você, experimenta que eu estou louca para ver se serve.

- Para mim? Obrigado... Hum! Lindo, meu amor! – disse Jack enquanto tirava a camisa na frente do espelho para experimentar o suéter, que ficou perfeito para ele, destacando ainda mais seus cabelos louros e olhos azuis.

- Gostei muito! Ficou ótimo! Obrigada, meu amor, você me entende melhor do que eu mesmo...

Clara não sabia exatamente como responder àquela frase e sorrindo meio sem graça optou por dizer a verdade.

- Mas ainda estamos nos conhecendo Jack, ainda não sei nem muito bem quem eu sou, quanto mais quem você é.

- Eu sou o cara que te ama, desesperadamente, Clara! – e beijou-a com a mesma paixão de um náufrago que se agarra aos últimos pedaços de madeira que restaram de seu navio.

Clara surpreendeu-se com a fúria apaixonada daquele beijo, mas resolveu mais uma vez mergulhar no clima e o retribuiu com a mesma intensidade, logo, os dois jogavam suas roupas pelo quarto e se amavam como se o mundo fosse terminar ainda naquela tarde.

Aproveitaram que estavam mesmo na cama e dormiram um nos braços do outro. Quando acordaram, no final da tarde, levantaram-se, tomaram banho e foram explorar a cozinha atrás de material para preparar o jantar. Menos equipada do que a cozinha industrial da casa de David, mas bastante funcional, a cozinha de Jack tinha uma dispensa muito bem abastecida para os próximos dias, providenciada pelos empregados.

De uma das gavetas, Jack sacou um avental, prendeu os cabelos com um lenço e rapidamente passou a separar alguns ingredientes para preparar seu tradicional purê com salsichas.

Clara então resolveu dedicar-se a preparar uma sobremesa, com frutas, queijos e frutas secas que encontrou na dispensa.

Quando estavam conversando e rindo um do outro na cozinha o celular de Clara tocou, era Cindy perguntando se já tinham chegado e se estava tudo bem em uma mensagem de texto, que ela respondeu imediatamente com apenas uma palavra: perfeito!

- Jack, que grosseria a nossa, esquecemos completamente de avisar que chegamos!

- Puxa! É mesmo, você vive com o celular nas mãos, achei que você ligaria...

- Pois é... Mas esqueci e a culpa é sua...

- Minha? Por quê?

- Você é gostoso demais, me tira do ar... – respondeu rindo.

- Não sou nada sem você....

Clara aproveitou que estava com o celular nas mãos e tirou uma foto de Jack com seu avental e lenço nos cabelos, desejava ter capturado o olhar de um segundo atrás, quando falava que não era nada sem ela, mas não foi suficientemente rápida.

Enquanto estavam jantando, Clara não conseguia parar de pensar no carinho que aquele homem sempre demonstrava; depois de passar tantos dias com ele, ainda não tinha descoberto nenhuma falha, era doce, dedicado, inteligente, ótima companhia e ainda muito bonito e sexy.

- Jack... Estava aqui pensando. A Cindy me disse que você e a Mary, sua ex-esposa ainda são muito próximos. Queria entender como isso funciona.

- Bom, é melhor eu te contar a história toda... – disse Jack suspirando

- A Mary é hoje uma grande amiga, tivemos dois filhos juntos, temos netos. Mas nem sempre foi assim. Eu a amava muito, era a mulher da minha vida. Conhecemo-nos quando fugi da casa dos meus pais, eu tinha 16 anos, ela 17 e era a mulher mais linda que eu já tinha visto na vida. Eu estava morando na casa do Donovan na época, tinha tão pouca grana no bolso, que poderia ter morrido de frio e fome se continuasse vivendo nas ruas, como vivi nos primeiros dias. E em uma das festas em que eu cantei junto com a minha banda, ela apareceu, linda, com aqueles olhos verdes gigantes e os cabelos pretos, cacheados, ao redor do seu rosto.
Apaixonei-me a primeira vista, mas ela me esnobou completamente. Tinha decidido ganhá-la, passei a segui-la pela cidade e tanto insisti que ela decidiu me dar uma chance.
Com ela tive minha primeira experiência sexual alguns meses depois e mesmo com os irmãos dela tentando nos separar, acabamos nos casando e fui morar junto com a família dela, depois de arranjar um emprego como carregador de uma loja de móveis.

- Nossa Jack! É um trabalho bem pesado!

- Pesado e mal remunerado. Mas eu não ligava, era só alguma coisa para fazer enquanto esperava que a minha grande chance surgisse, sentia que algo de muito bom estava perto, tinha montado uma banda com o Donovan e a gente tocava em todos os lugares que podia.

- Você tinha só 16 anos? Meu Deus! Com essa idade eu só pensava em estudar para entrar na faculdade.

- E eu trabalhava para tentar sustentar a mim e a minha esposa.

- Você amadureceu muito cedo!

- Ah! É o jeito daqui desta terra. Ainda mais naquela época. Depois da guerra todo mundo queria recuperar o tempo perdido. Quando a Mary engravidou, eu fiquei assustado, mas naquela semana mesmo, o David estava batendo na minha porta me convidando para fazer parte de uma nova banda que ele estava começando.

- Destino!

- Mais do que isso, era meu sonho chegando do jeito que eu queria que chegasse!

- Só que tudo começou a complicar para a Mary. A vida na estrada é muito dura com as pessoas que a gente ama. Eu vivia com saudades da minha mulher, dos meus filhos, da minha casa. E quando o sucesso começou de verdade, as distrações da estrada, as fãs, groupies, as drogas e todas aquelas bobagens que falam sobre você, aquela adulação, acabaram me transformando em uma pessoa diferente, um monstro que nem mesmo eu reconhecia mais, quanto mais a Mary.

- Mas vocês só se separaram depois do fim da banda.

- Sim, mas porque eu já tinha mudado muito. Nosso casamento era moderno, éramos hippies e não nos preocupávamos com fidelidade e essas bobagens, mas ela começou a sentir-se muito sozinha, eu estava sempre na estrada. Os nossos filhos estavam crescendo e foram para um internato, queria que tivessem a melhor educação possível e quando me ofereceram essa possibilidade aceitei sem pestanejar; era também um jeito de responder ao meu pai que a grana que estava ganhando com minha música podia pagar uma educação melhor do que aquela que ele me deu. Mas quando minha banda acabou e nos vimos sozinhos, não conseguíamos mais viver juntos.

Clara pegou as mãos de Jack, estava começando a sentir muita pena dele.

- Ela se sentia sozinha e por isso se jogou naquela cultura de fitness, que estava começando a rolar entre as pessoas que estavam ao nosso redor. E eu estava em casa, mas ainda mais ausente, acho que nunca consumi tantas drogas quanto naquela época; podia ter morrido até. E para cortar muita história, ela contratou um professor de ginástica para treiná-la e a carência dela, por estar sempre sozinha, fez o resto.
Para ela não foi só mais uma aventura, o cara queria casar, tirá-la do tal rockstar que a tinha abandonado e tirou... E o rockstar que tinha voltado para casa em um péssimo estado, estava mergulhado em um mar de drogas porque achava que sua carreira na música tinha terminado ali, aos 30 anos de idade, acabou levando mesmo foi um chute nos fundilhos. Fiquei muito doente e demorou uns dois anos para me reerguer e mais uma vez contei com as mãos de David Mersey que me ajudou mesmo depois de eu dizer na cara dele que nunca mais queria vê-lo na vida.

- Jack! Mas é verdade então? Você brigou com o David quando a banda terminou?

Quando Clara fez estas perguntas, a fisionomia de Jack começou a mudar: - Se você não se importa, não gostaria de falar sobre isso agora. Já faz muito tempo que isso tudo aconteceu, mas ainda dói como naquele primeiro momento. Não quero chorar agora...

Clara sentiu uma pontada no peito ao vê-lo triste, levantou-se imediatamente da cadeira e abraçou-o. Ficou alguns minutos apenas acariciando seus cabelos e pensando no que ela poderia fazer para curar aquelas feridas ainda tão doloridas para ele.

- Jack, não vou insistir se você não quiser falar sobre isso. Só quero que você saiba que tem meu colo pronto, sempre que quiser desabafar, seja o que for, seja como for. Não tem nada que você não possa me dizer.

- Obrigada baby. – disse Jack enquanto puxava Clara para mais perto e a beijava com o rosto ainda molhado das lágrimas que tinha acabado de chorar.

E naquele momento, Clara percebeu que o isolamento dos dois, ao invés de diminuir o desgaste emocional iria apenas aumentá-lo.

Jack levantou-se e foi para a cozinha lavar os pratos, Clara foi com ele e o ajudou e alguns minutos depois, os dois estavam na sala de estar sentados no tapete na frente da lareira, apenas namorando sem conversar sobre o passado, nem sobre o futuro.

Os dois estavam tão confortáveis com a casa só para eles que acabaram passando a noite abraçados sobre o tapete, com apenas algumas almofadas e um edredon que Clara trouxe do quarto para embalá-los e protegê-los da dureza e do frio do chão.

Como quase sempre nos últimos dias, Clara acordou às 4 da manhã, com frio, acordou Jack e puxou-o pela mão, meio acordado, meio dormindo, até o quarto no segundo andar.

Ajudou-o a deitar-se, fechou todas as cortinas e deitou-se ao seu lado. Precisava levantar-se fazer sua Yoga, sua meditação, mas naquele momento estava com muito frio. Retomaria suas práticas assim que conseguisse solucionar esta questão.

Outro problema seria tirar as tais verdades dolorosas de Jack, porque só sabendo exatamente com o que estava lidando ela poderia tentar fazer algo para ajudá-lo. A dor existia, era real e palpável e Jack parecia sofrer só pelo fato de tocar no assunto, mas ela teria que fazê-lo encarar aquela dor de frente porque aparentemente ela explicava muita coisa. Naquele momento ela desejava desligar seus instintos de jornalista e ter como único compromisso seu relacionamento amoroso com Jack.

Pegou no sono novamente e sonhou com um enorme campo de flores de lavanda sob um céu muito azul e sem nuvens.

Clara estava no meio do campo enquanto via ao longe um grande grupo de lobos aproximando-se. Ela ficou com medo e começou a chamar por Jack, mas ele não apareceu para protegê-la.

Clara acordou repentinamente, assustada e sem qualquer lembrança do sonho, apenas olhou ao redor e percebeu que estava sozinha na cama.

- Jack? Cadê você? - Chamou, enquanto caminhava pelo quarto. Sentiu muito frio e percebeu que uma das janelas estava aberta e um vento gelado soprava as cortinas deixando a luz do sol entrar. Embrulhou-se como pode em uma manta e caminhou até a janela, que abria para um pequeno terraço.

Jack estava lá fora, descalço, sem camisa, vestindo apenas seu jeans, um binóculo nas mãos vasculhando o horizonte.

- Jack... você está bem? Está tão frio aqui fora - Aproximou-se dele, estendendo a manta em sua direção.

- Oi Clara, desculpa se eu te acordei, ouvi um barulho e vim olhar, no ano passado, nesta época, alguns lobos invadiram meu jardim, achei que fossem eles novamente.

- Lobos? Oh, meu amor, você está gelado...

- Não estou sentindo frio... Você está congelando, né - disse sorrindo - Vamos para dentro, você não está acostumada com essa temperatura daqui, vai ficar doente e aí a gente não vai poder fazer aquilo que eu ainda preciso fazer muito com você... - sussurrou em seu ouvido.

Jack puxou-a para dentro pela manta, fechou a janela e voltou-se para ela - Vem aqui, que eu vou te esquentar - disse pegando-a no colo e atirando-a sobre a cama.

Clara sentia-se a mais amada e feliz das mulheres quando estava ali, nos braços dele. A intensidade de Jack estava em cada gesto.

A lua-de-mel havia começado muito bem e até agora, o amor que sentiam parecia crescer com a convivência.

O celular de Clara interrompeu aquele idílio matinal, era mais uma mensagem de texto de Cindy, avisando que Michael e David estavam a caminho para fazerem uma reunião com Jack.

Clara mostrou a mensagem para Jack, que não entendeu nada, mas achou melhor levantar-se, tomar um banho e preparar-se para descobrir o que os dois queriam. Clara também se arrumou e desceu para preparar um café da manhã para os dois e acessar a internet.

- Jack, você tem alguma idéia sobre o que eles querem?

- Não! Estou mais surpreso do que você. Só espero que não seja sobre a Crossroads, não quero ter que socar o David de novo, agora que estamos compondo juntos outra vez.

Se já estava nervosa com a idéia de Michael estar a caminho daquela casa, Clara quase entrou em pânico quando ouviu o comentário de Jack. E o que piorava tudo era que se as coisas esquentassem mesmo por lá, ela, uma mulher franzina, com pouco mais de 1,60m teria que impedir que três homens de mais de 1,80 de altura brigassem. Não sabia nem por onde começar.

Pegou o celular e ligou imediatamente para Cindy, precisava saber o que eles queriam antes que chegassem, para tentar acalmar o Jack, se fosse preciso.

- Oi Cindy, tudo bem por aí?

- Clara! Eu já ia te ligar, eles já estão no aeroporto e devem chegar aí daqui uma hora, mais ou menos.

- Mas o que eles querem?

- O David quer montar uma banda para a gravação do disco e chamou o Michael para já acertar os detalhes de agenda. Não se preocupe, o David sabe o que está fazendo.

- Ufa! Fico mais calma, vou falar com o Jack porque ele já ficou nervoso...

- Vocês estão bem por aí? Gostou da casa?

- Muito! Agora mesmo o Jack estava procurando lobos no jardim...

- Ah! Eles sempre aparecem, mas têm mais medo de gente do que nós temos deles, não tem perigo.

Jack entrou na cozinha e a viu no telefone:

- Diz oi para a Cindy por mim e pergunta o que o David está vindo fazer aqui. – disse Jack, enquanto pegava ovos na geladeira.

- Está tudo bem, Jack, é sobre a gravação do disco; ele quer acertar os detalhes, alguma coisa sobre a banda.

- Ah, tá! Ainda bem! Está me dando até mais fome agora. – disse sorrindo e pegando mais ovos.

- Hum.. Será que não era bom preparar um almoço para eles?

- Boa idéia, você pode fazer alguma coisa gostosa para a gente, tem uma porção de coisas congeladas que minha cozinheira deixou aqui no freezer, tem uma lista por escrito do que tem aqui na gaveta, olha só.

- Hum, deixa eu ver... escalopes com molho madeira...ótimo... Vou fazer um risoto simples para acompanhar.

- Parece delicioso, meu amor! Não precisa caprichar, o David é de casa e o Michael não merece mesmo qualquer atenção – disse rindo.

- Jack, eu não entendo isso... você não gosta do Michael, certo?

- Certo!

- Então por que ele continua trabalhando com você?

- Porque ele é o melhor do ramo e trabalha comigo e com o David há muito tempo. Como já te disse, ele exagera em algumas coisas, mas é só saber como lidar.

- Ah! Você falou que não queria socar o David de novo, quando você bateu nele?

- É uma outra das longas histórias que eu tenho para contar, nós tínhamos terminado a tournê do segundo disco e o David queria fazer um terceiro disco logo em seguida. Eu estava chateado com umas coisas que tinham acabado de acontecer, tinha terminado um relacionamento e algumas pessoas da mídia que sempre elogiavam nosso trabalho fizeram umas críticas que me deixaram nervoso.

- Eu sei, a Cindy me contou...

- É, mas o David disse que eles tinham razão, que ele achava que eu estava apenas sendo teimoso e lutando contra aquilo que nos faria mais felizes. Eu não agüentei e dei um soco no queixo dele.

- Que horror, Jack!

- Depois fiquei chateado comigo mesmo, pedi desculpas e tudo ficou mais ou menos normal, só que nos afastamos profissionalmente; eu arrumei um tremendo bloqueio para compor e ele passou a ser só um amigo meio distante, nós nos visitávamos de vez em quando e o máximo que fazíamos juntos era trocar alguns discos de vinil que nós dois colecionamos. Por isso que quando você me disse que eles estão vindo para cá, comecei a ficar preocupado. Não quero mais esse pesadelo na minha vida, não existe Crossroads sem o Donovan e ponto final. Eu cresci junto com o cara, ele era meu irmão, me tirou de inúmeras roubadas e outros tantos fundos de poço, acho que devemos a ele esse respeito.

- Claro, mas é muito tentador, aquele dinheiro todo. Ah! E o outro Michael? O Silver, o que ele pensa disso tudo?

- Ele fará exatamente o que o David decidir por ele, também acha um desperdício não voltar com a banda.

- E se for isso? Se eles vierem aqui para forçar a barra?

- Vão voltar com as mãos abanando mais uma vez, não faria isso por dinheiro nenhum no mundo e eles sabem disso.

- Eu quero que você me prometa uma coisa, então, Jack. Tenho um pressentimento muito ruim neste instante. Acho que eles vêm até aqui para insistir com esta história e eu gostaria que você ficasse tranqüilo e não explodisse desta vez. Eu estou muito preocupada porque não quero ficar aqui e presenciar isso, mas não consigo te deixar sozinho, enfrentando uma situação como esta.

- Você é maravilhosa, sabia? Mas você também sabe que não posso te prometer nada. Esse assunto me irrita profundamente e o David sabe disso e continua insistindo... Quando será que ele vai entender que a banda terminou?

Clara não quis aumentar o nervosismo de Jack, mas naquele momento tremia da cabeça aos pés. David chegaria a qualquer momento e ela aproveitava o tempo que tinha para preparar o almoço e arrumar a sala de jantar.

Deixou tudo pronto na cozinha e sentou-se ao lado de Jack na sala de estar, ele já estava com um copo de uísque nas mãos, mas desta vez, ela preferia que ele não bebesse.

Alguns minutos mais tarde, a campainha do portão soava, um carro preto com vidros que não permitiam ver quem estava dentro chegava, Jack apenas acionou o botão e abraçou Clara, beijando-a na testa.

- Obrigada por estar ao meu lado.

- Estou aqui por você, Jack! Não se esqueça disso! – respondeu Clara beijando-o.

Continua

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